quarta-feira, 5 de setembro de 2012

S.O.S. EDUCAÇÃO, QUEREMOS INOVAÇÃO

Quais são as propostas dos candidatos à prefeito de Campinas em relação à educação de jovens e adultos? Gostaríamos muito que os candidatos dessem seu recado aqui no blog de nossa escola. Para dar o pontapé inicial os alunos do 2o. termo escreveram um texto coletivo avaliando o que tem funcionado bem em nosso curso de EJA, o que poderia ser aprimorado e que inovações seriam bem vindas. Se pudermos também dialogar com outros alunos e professores de cursos de EJA, educadores em geral e pessoas interessadas nos rumos da educação do nosso país ficaremos bem contentes!  Até mais!
 
 
Somos alunos do segundo termo do curso noturno de educação de jovens e adultos na Escola Dulce Bento Nascimento, no bairro do Guará, em Barão Geraldo. O curso de EJA atende alunos de todo o distrito porque somente nossa escola oferece o supletivo de 5ª. à 8ª. séries na  região. Aqui é um lugar onde nos sentimos em casa, os professores são nossos amigos e excelentes profissionais e fazem o possível e o impossível para que não desistamos dos estudos. Mesmo assim o ensino público ainda está fraco e pode melhorar muito! O ensino fundamental para jovens e adultos deveria ter uma atenção especial dos governantes e não apenas a educação das crianças. O orçamento da cidade deveria prever um investimento maior na educação de jovens e adultos e nós devemos exigir transparência nos atos feitos na Prefeitura.
 
 
Queremos um ensino de qualidade que possa formar cidadãos honestos, que possa formar governantes. Uma educação para encaminhar as pessoas para a vida, para terem seu próprio sustento, progredirem  na aquisição de conhecimentos e no crescimento cultural, com satisfação pessoal e familiar. Esperamos que os professores sejam valorizados e  bem remunerados para que possam continuar sempre assim, com muita dedicação. Desse modo não precisariam fazer greve, pois isso atrapalha o nosso aprendizado e a nossa rotina. Nós somos trabalhadores e estamos aqui para recuperar o tempo perdido e não podemos perder mais tempo. É importante que os professores tenham mais satisfação com sua profissão e trabalhem em condições melhores.

QUEREMOS UM ENSINO DE
QUALIDADE QUE POSSA
FORMAR CIDADÃOS HONESTOS,
QUE POSSA FORMAR
GOVERNANTES
 
Faltam recursos estruturais e técnicos na escola como equipamentos informatizados para um melhor ensino. A sala de aula poderia estar preparada para vermos filmes e acessarmos a internet. Quanto às cadeiras e às mesas poderíamos ter mais conforto. Os professores poderiam ter uma dedicação maior ao curso noturno para atender os alunos com mais dificuldades. O intervalo para a janta deveria ter 20 minutos e o horário de saída  um pouco mais cedo porque muitos alunos chegam em casa tarde e levantam muito cedo para trabalhar. Com a canseira do dia a dia alguns acabam desistindo dos estudos. O transporte escolar gratuito e a janta são direitos conquistados . Nem todo mundo pode pagar a passagem. Os novos governantes eleitos não podem tirar estas conquistas, devem é melhorar. Por exemplo, a biblioteca precisa de mais livros, vídeos educativos, assinaturas de jornais e outros materiais didáticos. Os cursos profissionalizantes não estão funcionando para todas as turmas. Queremos cursos de informática, pois hoje todos têm que ter estes conhecimentos.

Por Campinas ser  uma cidade cultural poderíamos ter mais tempo para explorar estas maravilhas fora da sala de aula, mais passeios nos centros culturais, poder aprender mais de nossa cidade, pois Campinas também é um patrimônio histórico. Para quem nunca teve a oportunidade de estudar, estes passeios são muito importantes. Poderíamos juntos fazer um jornal com os problemas e recursos que a escola nos oferece. Os políticos, antes e depois das eleições, deveriam ir às escolas para ver realmente o que estamos precisando. Não adianta tomarem as decisões de longe, precisam comparecer na escola. Sem oferecer condições de estudo  para os jovens e adultos nas escolas públicas nossa cidade não tem futuro!

domingo, 2 de setembro de 2012

Eleições municipais - Desilusão e responsabilidade

José Roberto Cabrera, diretor do Sinpro-Campinas e Região, atendendo ao nosso pedido de contribuições para aprofundar o debate sobre as eleições deste ano, enviou-nos o artigo abaixo. O texto foi originalmente escrito para atender a uma outra demanda mas traz provocações bastante pertinentes aos nossos debates. Obrigado, Cabrera, pela ajuda e abertura ao diálogo. Valeu!
Cartum de Dario Castillejos Lázcares - Cuba
A desilusão com nossa democracia representativa é cada vez mais perceptível. Em todas as classes sociais vigora uma atitude negativa em relação às eleições e ao Estado, atribuindo aos ‘políticos’ uma falta de ética e de compromissos diferente daquela que deveria vigorar entre os cidadãos. É como se todas as causas dos problemas do país pudessem ser reduzidas à corrupção e à
privatização do Estado. Motivos, é verdade, não faltam para a descrença no sistema, mas isso é histórico e está relacionado ao caráter do Estado. ‘Políticos’ não são uma categoria específica separada da sociedade. São os representantes de grupos específicos, de classes sociais que, de alguma maneira, se organizaram e administram o Estado em torno de seus interesses em todos os níveis. Ao definir esse conjunto de representantes com a terminologia ‘políticos’ colocamos no
mesmo barco interesses distintos e aí temos dificuldade em entendê-los, achando, por exemplo, que a terceirização dos serviços públicos é apenas uma questão técnica ou que a expulsão de brasileiros pobres de suas moradias em áreas de conflito é um problema jurídico. Não, a política é um espaço de conflito de interesses e, portanto, os ‘políticos’ – ainda que tenham um espírito corporativo – são, antes de tudo, membros de suas classes e atuam nessa direção.
A crise de legitimidade do Estado não é um fenômeno local. Em todo o mundo esse sentimento se manifesta. Varia o grau de intensidade e o foco, mas a desconfiança é generalizada. Isso indica a necessidade de aprofundar as formas de participação, de tomada de decisão e de controle ampliando a democracia e não o inverso. Diante disso, a indignação de muitos se transforma numa negação, na pregação do voto nulo. Em certas situações o voto nulo pode ser uma opção, como em 1970 e 1972, para denunciar a ditadura, a falta de liberdade, a tortura e a existência de um sistema eleitoral manipulado, mas será que é esse o quadro que temos hoje? Será que, de fato, não há opções e o sistema não permite nenhum tipo de mudança?
As transformações na vida política de um país não dependem apenas das eleições, mas elas se traduzem num espaço importante, capaz de sintetizar os anseios de mudança e as demandas da população. Se se abre mão desse tipo de intervenção, além de mantermos as mesmas práticas nefastas do clientelismo e do populismo por mais tempo, sinalizamos que alternativas autoritárias podem ser bem vindas e o custo disso nós sabemos.
Lutar por nossas demandas, estimular que os trabalhadores se organizem e escolham seus representantes comprometidos com a luta social é uma tarefa que temos que abraçar nessas eleições. Não podemos nos abster de participar desse momento importante da luta política no país. Para quem participou e acompanhou as lutas pela democratização do país (Diretas Já, a Assembleia Nacional Constituinte, o impeachment de Collor), as lutas de resistência contra o ataque neoliberal aos direitos dos trabalhadores e se preocupa, no dia a dia, em construir um país melhor, ficar de fora não é uma opção. Nessas eleições os candidatos populares, comprometidos com os interesses dos trabalhadores, com a democracia, com a luta pela transformação social devem ser apoiados. Nós, professores temos
responsabilidade dobrada, devemos estimular o debate, o senso crítico, a organização das demandas. Temos um compromisso com as novas gerações e não podemos fazer coro com a crítica derrotista e conservadora da direita brasileira. Bom voto e boa luta.

sábado, 25 de agosto de 2012

ELEIÇÕES MUNICIPAIS - CARTAS AOS CANDIDATOS

No final do mês passado os alunos do 2o. termo do curso de educação de jovens e adultos elaboraram cartas para os candidatos. As cartas trazem demandas, visões desconfiadas e desiludidas sobre os políticos, mas também a esperança de que os governantes assumam suas responsabilidades na construção de uma cidade melhor para todos, assim como eles assumem as suas. Lemos todas as cartas e a turma escolheu as quatro transcritas abaixo para postarmos no blog. Exercício de dizer e de escutar... exercício de entendermos as responsabilidades envolvidas na construção da vida coletiva.
 
Campinas, 31 de julho de 2012.
Prezados candidatos,
É com tristeza que lhes mando este recado. Tem menos de cinco meses que estou morando aqui na cidade de Campinas. É uma cidade linda mas abandonada! É uma falta de respeito com a população e com a própria cidade, na saúde, nas escolas! Em relação à saúde, faltam médicos, remédios nos postos. Nas escolas faltam aulas de computação, mais professores e aumento de salário. Espero que vocês possam ajudar a melhorar nossa cidade. Sem mais nada a dizer, despeço-me.
Cleide Barbosa
Campinas, 31 de julho de 2012.
Prezados candidatos à Prefeitura de Campinas,
Quero expressar o que eu penso por meio desta carta. Vou ser sincera sobre o que acho, me desculpem se não gostarem de alguma coisa..
A nossa cidade já foi referência em todos os sentidos, agora está um caos. Sem verbas, afogada em dívidas, uma calamidade, ruas e estradas cheias de buracos, praças abandonadas.
                Na saúde não tem como descrever o descaso com o ser humano muitas vezes havendo óbito. São tantas as coisas a reclamar que acabo com um branco na memória..
                E ainda o problema do trânsito insuportável, falta de metrô, obra perdida, dinheiro jogado fora e tem outros meios de melhora mas ninguém faz nada. O que fazem é colocar radares em lugares que nem é necessa´rio.
                A única esperança é que tudo isso acabe e possamos ter novamente prazer em morar aqui na Cidade das Andorinhas que estão sumindo talvez de vergonha do que fizeram com a nossa maravilhosa cidade.
                Por favor, melhorem, tomem providências, levantem a nossa moral. Obrigada!
Suzelei
                Campinas, 31 de julho de 2012..
                Prezados candidatos à Prefeitura de Campinas,
                Como eleitora e cidadã campineira estou preocupada com o rumo dessas eleições. Lendo os jornais notei que os candidatos são os mesmos. Gostaria nessa carta de mandar um recado para que os senhores saiam às ruas de porta em porta, se apresentem à população, venham nos debates, procurem saber com as pessoas quais são os problemas. Existe muita coisa faltando como creche, médico nos postos de saúde, faltam remédios.
                Senhores candidatos, não fiquem só nessa chatice de pessoas nas ruas entregando esses papeizinhos com o seu número e a sua cara e nenhuma proposta. Nós, cidadãos, queremos votar numa pessoa que queira e que vai trabalhar por Campinas, pela população, demonstrando que existem soluções. É tempo de vocês mostrarem que são honestos.
                Esperando que os senhores recebam esse recado, deixo aqui um até logo.
                Vera Lúcia R. Doswaldo
Campinas, 31 de julho de 2012.
Candidatos à Prefeitura de Campinas,
Moro em Campinas há nove anos e até agora eu não vi nada que vocês fizeram à nossa cidade.
As ruas estão uma bosta, vocês não fazem nada, podiam melhorar muita coisa em nossa cidade, podiam melhorar nossa saúde. Não podemos sair aos domingos porque os ônibus demoram muito para passar. Vocês podiam melhorar isso.
Vocês podiam cumprir a lei e fazer a sua parte. Eu estou muito indignado com tudo isso! Pego todo dia o ônibus e as passagens estão muito caras, com três reais você pode comprar pães para uma pessoa comer.
                A nossa cidade é muito bonita mas está abandonada!
                A gente faz a nossa parte e vocês?
                Vocês estão brincando com a nossa cidade e não fazendo o que é para ser feito! Tenho uma esperança: que tenham pessoas competentes à cargo de nossa cidade para ajudar toda a população de Campinas.
Alex Junior da Silva

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS...

TV Cultura Programa "Provocações" de Antonio Abujamra ...

SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS

SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS
Bertold Brecht
Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentis com os peixes pequenos.
Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.
Eles cuidariam para que as caixas sempre tivessem água renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.
Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões.
Eles aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. A aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.
Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.
Se inculcariam nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.
Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.
Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.
As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles e os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo por isso impossível que entendam um ao outro.
Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos
Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas goelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.
Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as goelas dos tubarões.
A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as goelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .
Também haveria uma religião ali.
Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.
Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.
Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.
Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

domingo, 19 de agosto de 2012

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012 - I

Seguem comentários dos alunos do 4o. termo sobre os poemas de Brecht transcritos na postagem anterior.


O meu comentário é que eu até concordo com algumas coisas a que ele se refere, por exemplo, conhecer o trabalho de cada político antes mesmo de votar ou ir mais adiante se puder conhecer o passado de cada um pra ter uma ideia de quem vai cuidar da minha cidade ou até do país. Mas agora o que eu não concordo é saber que muitos prometem muitas coisas e não conseguem completá-las. E eu não me julgo analfabeto porque hoje temos vários meios de saber sobre política no jornal, no rádio, TV, anúncios. Bom, esse é o meu pensamento, eu faço a minha parte como cidadão e eles fazem a parte deles como políticos. (Amilton Cesar da Silva Peres)

Nos versos de Bertold Brecht “O analfabeto político” o autor chama as pessoas de burras. Eu não acho que as pessoas sejam burras em relação à política. Muitas pessoas não gostam de falar sobre política porque não leva a lugar nenhum. Eu gostaria de poder entender a política pra fazer diferente, pra mudar muitas coisas erradas que acontecem no Brasil. Mas eu sou uma analfabeta em relação à política. (Márcia Aparecida Augusto)

Eu concordo parcialmente com o poema “O analfabeto político”, pois a gente não sabe quem é o certo e o errado. Pois o pior analfabeto é o próprio político. Sendo assim, a ignorância de não saber ler não diz que ele não entende nada. Com sua simplicidade ele vê e percebe que a política é muito boa de entender, pois nem todos os políticos são corruptos. Também não é natural aceitar todos os hábitos, não é natural. Temos que nos comunicar, pois nós, que somos alfabetizados, somos enganados. Mas sempre há uma esperança. Cabe a cada um fazer a sua parte. (Cacilda Amélia Garcia Godoy)

No poema que acabamos de ler em alguns pontos existem analfabetos políticos sim porque muitos eleitores não estão atualizados com a política, nem sequer estão preocupados em saber quem está colocando em defesa da sua cidade, do bairro onde mora. Não basta ficar de braços cruzados, criticando. O pior cego é quem não quer enxergar. Não diga que um voto não faz diferença, pois faz sim, toda a diferença. O que você acredita e que tem como consciência de que a sua opinião sobre a política pode mudar esse conceito de que existem analfabetos políticos. (Marly dos Santos do Carmo)

Eu concordo com Brecht quando diz  “o analfabeto político”, as pessoas se preocupam demais, trabalhar, estudar, sair pra festa, se preocupam com tudo, mas não se lembram da política. O autor foi muito ousado de dizer “o pior analfabeto” porque nós sabemos o que tem que ser feito, simples, estudar os candidatos de ponta a ponta. O grande problema é que nós queremos estudar os nossos candidatos em cima das eleições. Porque corrupto tem em todo lugar: policiais, comerciantes, pastores, médicos, empresários, professores, mas como ele mesmo diz, “nada é impossível de mudar”. (Bruno Costa)

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012

Começamos a discutir o tema das eleições com os alunos do período da noite. Ainda não definimos a programação. Quem tiver indicações de textos, sites, videos, músicas, cartuns, textos literários, por favor, nos mande. Algumas ideias inicias para tratar o assunto são: eleições, como funcionam e sua trajetória na história de nosso país; como escolher os candidatos e analisar as propostas para Campinas; quais os principais problemas e potencialidades de nossa cidade e sua população. O tema é um convite para pensarmos a nossa cidade e perceber o quanto nossas vidas particulares caminham junto da vida coletiva. Os alunos também elaboraram algumas questões que tratam da dificuldade em escolher os candidatos, dos usos dos impostos, das formas de financiamento das campanhas, das atribuições de prefeitos e vereadores. No 4o. termo lemos e conversamos sobre os dois poemas de Brecht, transcritos abaixo. Alguns comentários dos alunos seguem na próxima postagem.



Nada É Impossível De Mudar
Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito
como coisa natural.
Pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural.
Nada deve parecer impossível de mudar.

O Analfabeto Político
O pior analfabeto
é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo da vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado
e o pior de todos os bandidos:
O político vigarista,
pilantra, corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

domingo, 8 de julho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

RIO+20. E eu com isso?

O tema norteador da disciplina de Geografia para o 4º termo é a concepção de Globalização. Neste contexto, a Conferência para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, foi alvo de reflexão na sala de aula devido à sua amplitude a nível global ao promover a discussão a cerca dos principais desafios postos à sociedade mundial e sobre os destinos do planeta Terra. Após as considerações sobre o evento foi exibido aos alunos dois vídeos (segue abaixo os links). O primeiro vídeo, gravado durante a Eco-92 trás o discurso da menina Severn Suzuki que, com apenas 12 anos, calou os líderes mundiais. Neste vídeo ela faz severas críticas e pede aos líderes um posicionamento mais responsável frente à resolução dos problemas ambientais e sociais do Planeta. No segundo vídeo, gravado recentemente, vemos Severn, agora com 32 anos, fazendo uma reflexão sobre o seu famoso discurso e sobre os mesmos problemas que ainda são pautados como grandes desafios para a humanidade. Percebe-se que 20 anos se passaram e muito pouco foi feito! Severn, no segundo vídeo, aponta que as soluções para os problemas devem partir da reflexão individual e da organização da sociedade civil, não depende dos líderes, já que estes “estão subordinados a outras esferas de poder”. Como aproveitamento da atividade foi proposto aos alunos que elaborassem um discurso no qual eles se dirigiriam a líderes locais cobrando ações para problemas com os quais convive em seus espaços de vivência, a menor escala de análise geográfica, ou seja, o “lugar” e, também resgatar o ideal que se consagrou na conferência ECO-92: “PENSAR GLOBALMENTE E AGIR LOCALMENTE”.
 Links dos vídeos :
vídeo 1) http://www.youtube.com/watch?v=WacryK0jSQk

Vídeo 2) http://www.youtube.com/watch?v=io2VpO0tJ40

Alguns textos são disponibilizados abaixo como exemplo da participação dos alunos:
“Meu nome é Américo J. S. Junior e estou aqui hoje para falar sobre algumas melhorias em nossa cidade. Não conheço muito bem sobre os aspectos da política, mas conheço o suficiente para dizer algumas ideias minhas. Hoje, na nossa cidade há muitos problemas. Problemas esquecidos por vocês e pela sociedade, problemas que possam ser resolvidos para a melhoria de todos nós agora e, no futuro para seus filhos e familiares. Não pense apenas mos lucros que possam arrecadar para suas campanhas, não pense apenas no que vocês ganham. Pensem nos outros habitantes da cidade, pensem também em especial nos moradores de rua, pensem nos usuários que nascem sem opção de vida, mas, principalmente, pensem no futuro da cidade. Quantas pessoas ficam sem água, luz e, às vezes, até sem alimento? Vocês já se perguntaram como as pessoas de baixa renda se viram para sustentar suas famílias em situações precárias? Então coloquem suas mãos na consciência e ajudem a sua cidade! Américo

”Boa tarde políticos, Gostaria de dizer que onde eu moro é bom, porem poderia ser melhor. Como, por exemplo, colocar lombadas nas ruas perto de casa. O pessoal passa com tudo e já houve muitas batidas. Se na minha época está bom, gostaria que no futuro meus filhos morassem em um país melhor e gostaria que morassem em um bairro bom. Em Campinas, no centro, poderia haver mais segurança, cada vez Campinas cresce mais e vocês não mudam nada, não fazem nada direito. Falta segurança, posto de saúde, ensino bom nas escolas e etc. Espero que melhorem, aposto que nenhum de vocês querem ver seus filhos morando num lugar ruim, assim como eu querem o melhor para seus filhos, um lugar bom para morarem, então tentem sempre melhorar e não piorar ou deixar como está. Felipe

Boa noite senhores políticos, A minha cidade é ótima e boa de viver. Mas precisamos ajudar as crianças de rua e muitas pessoas que estão passando fome. Isso é muito triste para mim e para todos vocês. Precisamos de mais segurança e leis mais severas por causa da bandidagem. Parar de desmatar a natureza, pois isso trás problemas ao planeta e para nossa saúde.
 Ronaldo

domingo, 3 de junho de 2012