quarta-feira, 16 de maio de 2012

Greve 2012

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..Trânsito parado...
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...Se chover não tem problema.....

Greve 2012, um álbum no Flickr.

Algumas imagens do 4º dia de greve...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

GREVE - 1o. dia: Mobilização apesar do frio e da chuva



Passeata nos arredores da Prefeitura pela manhã. Concentração no Paço Municipal, ao longo da tarde, e  o fechamento do dia com assembléia geral, reiterando a greve e a disposição dos trabalhadores para lutar por sua dignidade profissional e pela qualidade dos serviços prestados à população de Campinas. Amanhã tem negociação às 10h. Precisamos estar todos no Paço! Poucas vezes tivemos um início de greve com tantos trabalhadores parados! Às 14h tem assembléias setoriais e, logo em seguida, nossa assembléia geral para avaliarmos a mesa de negociações! Isolados e insatisfeitos em nossos locais de trabalho vamos pro fundo do poço! Juntos podemos vislumbrar alternativas...



GREVE - Correio porta voz da Prefeitura

Alunos, pais e colegas do Guará. Como já havíamos conversado na semana em que preparamos a nossa greve, olha aí a imprensa local querendo queimar o movimento dos servidores! Na sexta passada o Correio Popular, em seu editorial, desqualificou as lutas dos trabalhadores da prefeitura, dizendo que não é de hoje que as mobilizações da categoria não tem como objetivo a melhoria dos serviços prestados à população. Nossas greves seriam protestos com o intuito de fortalecer os interesses dos líderes sindicais e de seus partidos. Nesta segunda-feira o prefeito ocupou o espaço do jornal para bater na mesma tecla, dizendo que "o funcionalismo não pode ser utilizado como instrumento político" e que, por isso, se recusa a participar das negociações. Essa é a imagem que Serafim tem dos funcionários públicos, os mesmos que tem se desdobrado para prestar serviços à população, em meio a tanta bandalheira dos políticos profissionais e à deterioração das condições de trabalho. A mesma ladainha desrespeitosa usada por outros políticos, igualmente descompromissados com a melhoria da qualidade de vida da população de Campinas. Precisamos abrir os olhos e os ouvidos e assumir a nossa responsabilidade para reinventarmos o jeito de fazer política em nossa cidade! Passou da hora de virarmos esta página! Campinas e nós merecemos!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

"Silêncio das Inocentes"




Atividade desenvolvida nas turmas de 1º e 3º termo da EJA no dia 16/03/2012. Professores Marcos (Geografia) e Cidinha (Português).
No dia 16/03/12, as turmas de 1º e 3º Termo da EJA assistiram ao documentário “Silêncio das Inocentes” que aborda a questão da violência contra a mulher e da elaboração da Lei “Maria da Penha”. Tal atividade teve como interesse uma reflexão à cerca da condição da mulher na sociedade tendo em vista a proximidade com data comemorativa do dia Internacional da Mulher, 08/03. Segue abaixo o enunciado proposto como avaliação e fragmentos retirados dos textos elaborados pelos alunos do 1º termo.

(ver também postagem do Professor Cláudio de 10 de Março/2012: “Lutas das mulheres por Direitos”)

Proposta de redação:
Elabore um texto na qual você faça um comentário sobre a violência doméstica contra a mulher. Imagine que você enviará seu texto para ser publicado num jornal que, por ocasião do dia internacional da mulher está promovendo uma discussão sobre o assunto. Você deverá ainda expor sua opinião sobre o filme “Silêncio das Inocentes” e dizer se o recomenda ou não aos leitores do jornal.

“Eu sou favorável à lei Maria da Penha, pois nunca vi meu pai batendo em minha mãe, por isso não tem acordo para homens que judiam das mulheres. Já vi muitas reportagens que me dão até nervoso e não gosto de ver as imagens.”

“Eu recomendo para que todos vejam o documentário, pois eu achei boas as declarações daquelas mulheres que melhoraram um pouco sua situação com a ajuda da lei Maria da Penha. Mas não resolveu tudo, pois a violência continua. Amar sim, apanhar jamais!”

“Gostei muito por que as pessoas conseguiram se libertar e dão exemplo que nada é impossível. Basta ter força de vontade. Indico o documentário para passar a mensagem para outras pessoas de que é possível sim vencer a violência doméstica.”

“Tem que ter um fim! Não é justo a mulher sofrer e aguentar todo tipo de violência como se fosse um objeto ou coisa qualquer. A mulher tem que ser respeitada sempre. A pessoa tenta entender porque está passando por tudo aquilo e não entende...”

“Os machões acham que é o tempo da idade da pedra para praticar tamanha crueldade contra as mulheres (...). A lei Maria da Penha é uma conquista! Eu recomendo o documentário para todos. Precisa ser divulgado em escolas, igrejas, televisão e internet. Chega de violência!”

“”(...) Eu conheço algumas mulheres que sofrem violência e acham que foi só um momento de raiva. O homem pede desculpas e fica tudo bem. Mas, quando elas menos esperam acontece tudo de novo. Na maioria das vezes os filhos assistem a tudo isso e quando crescerem vão achar normal e irão fazer o que viu o pai fazer. Sobre o documentário, eu recomendo que seja divulgado em todos os meios de comunicação.”

“A Lei Maria da Penha surgiu para dar punições às agressões contra a mulher, mas na realidade não é suficiente, pois as mulheres ainda são agredidas ou mortas por seus maridos.”

“Depois de assistir ao filme O silêncio das Inocentes deixo aqui minha opinião. Eu achei ótimo, pois assim as mulheres vão se encorajar para denunciar seus parceiros, caso um dia precise. O filme mostra que não devemos abaixar a cabeça e apanhar de graça. Mas sim, que devemos nos valorizar enquanto mulheres. Serve também para os jovens de hoje aprenderem a respeitar suas futuras companheiras. Eu recomendo sim este filme, pois, nos ajuda muito e serve de exemplo para homens e para mostrar às mulheres que não estamos sozinhas”.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O QUE SIGNIFICAVA SER ESCRAVO NO BRASIL? - DIÁLOGOS 2

Este post dá continuidade ao anteiror no qual apresento rapidamente o trabalho que estamos desenvolvendo com os 8os. anos sobre os significados do ser escravo no Brasil. Naquele texto também transcrevi algumas das questões que compõem os roteiros de investigação das turmas sobre o tema e solicitei ajuda (esclarecimentos, indicações de fontes de pesquisa, comentários sobre possibilidades de abordar o tema). Quem não leu os "comentários" dos professores Eduardo, Marcos e Rona não deixe de fazê-lo. Dois outros professores mandaram seus recados por e-mail: nosso amigo prof. Marcemino (EMEF Pe. Melico C. Barbosa) de cuja boniteza do trabalho muitos já pudemos desfrutar e a prof. Marina, professora da USP, que tem uma produção acadêmica e didática instigante sobre a "África e o Brasil africano". Transcrevo as contribuições abaixo e reitero minha gratidão pela disposição ao diálogo.

Caro Cláudio e alunos,
Sugiro que usem meu livro “África e Brasil africano”, para responder algumas das perguntas feitas. Procurem o site do LEMAD do Departamento de História da USP - lá vocês podem achar algumas indicações. Em breve teremos um site de apoio ao ensino, mas ainda está em elaboração. As perguntas feitas precisam de um curso inteiro para respondê-las. A escravidão é uma forma de exploração do trabalho tão antiga quanto a existência do homem em sociedade e teve diferentes características nos diferentes tempos e lugares. A colonização das Américas se baseou na exploração do trabalho de africanos escravizados devido a circunstâncias históricas ligadas à constituição de relações a partir do Oceano Atlântico. Os escravos são por definição estrangeiros
destituídos de direitos, forçados a realizar trabalhos pesados e sujeitos a castigos caso não façam o que lhes é mandado. A força bruta é a principal forma de submetê-los, o que não impede que se revoltem e fujam com frequência. No Brasil eles faziam todo tipo de trabalho, na lavoura, nas minas, nas cidades, nas casas. Eram muito variadas as formas dos senhores se relacionarem com os escravos, assim como os níveis de subordinação e autonomia deles, sendo que nas cidades tinham maior liberdade de movimentos e possibilidade de ganhar algum dinheiro para si, depois de pagar o que era exigido pelos senhores. Entre eles criavam formas próprias de se relacionarem e vínculos que uniam pessoas vindas de diferentes regiões da África. Famílias, ritos religiosos, festas, associações de trabalho eram espaços onde vivenciavam esses vínculos. Para ter uma idéia bastante minuciosa do que foi a vida dos escravos no Brasil, sugiro a leitura do romance “Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves. São quase mil páginas, mas de leitura muito agradável.
Cordialmente,
Marina
Claudio, tudo bem?
O percurso de pesquisa dos seus alunos é muito interessante, eles colocam perguntas que precisam ser colocadas sempre, por mais que os especialistas já tenham tentado responde-las. Sempre tive dificuldades para tratar desse assunto com os alunos, um certo receio de dizer a palavra “escravidão” porque me parecia uma ofensa aos meninos e meninas negros na sala. Como você bem sabe, há toda aquela invisibilidade das crianças negras na escola, as carinhas que enfeitam os cartazes espalhados pelas salas e corredores ainda são cor-de-rosa, “cor de pele”, como se diz, como se a cor preta estivesse fora dessa possibilidade. Quando os negros “aparecem” de maneira evidente é lá nos livros de História como escravos ou como povo exótico da África. A escravidão ainda é uma marca forte na cultura discriminatória e foi por isso que venho tentando substituir a expressão “escravo” por "escravizado”. Parece pouco, mas muda tudo: primeiro porque consigo ver a escravização como uma violência que ultrapassa o tempo e o espaço, atingiu e atinge pessoas sem distinção de “raça”. Tenho tentado trabalhar na perspectiva da “historia da escravização”, mas com o cuidado para não minimizar o tamanho dessa violência em relação aos povos africanos, mas na intenção de aliviar o peso histórico que isso implica.
Dias atrás apresentei algumas imagens do mundo antigo no oitavo ano e eles as “leram”
com muita facilidade, mas não conseguiram identificar essa imagem acima, que representa um menino escravizado amparando o seu senhor grego para que vomitasse direto no vaso após o banquete.
Grande abraço
Marcemino

domingo, 18 de março de 2012

O QUE SIGNIFICAVA SER ESCRAVO NO BRASIL?

O tema de estudo dos oitavos anos na disciplina História tem sido a escravidão no Brasil, desde o final do século XVIII até o processo de abolição. Como pontapé inicial lemos e interpretamos uma lenda de origem de uma comunidade quilombola maranhanse "Bonsucesso dos Pretos", contada por Joel Rufino dos Santos e vimos algumas imagens dos pintores europeus Debret e Rugendas. A partir destas fontes iniciais e dos conhecimentos que os alunos já tinham sobre o assunto, cada turma elaborou um roteiro com questões que eles gostariam de saber sobre "o que significava ser escravo no Brasil" Procurei agrupar as dúvidas dos alunos em quatro blocos:
1. Questões que tratam das características gerais da escravidão, daquilo que a distingue de outras formas de trabalho e de suas origens: Como começou a escravidão? Por que os negros e como eles viravam escravos? Por que e como os escravos eram castigados? Quais os diferentes trabalhos feitos pelos escravos? Além do trabalho eles tinham tempo para fazer outras coisas? Não ter liberdade, ser comercializado e castigado gerava quais sentimentos?
2. Questões relacionadas à busca da liberdade: De que formas os escravos buscavam a liberdade? Se em muitos lugares os escravos eram maioria porque não se revoltavam e acabavam com a escravidão? Para onde eles iam depois de livres? Eles tinham algum direito?
3. Questões relacionadas a aspectos da vida cotidiana: Como os escravos moravam, se alimentavam, se vestiam, tratavam das doenças e da morte? Como era o namoro e o casamento? Em algumas situações eles ganhavam algum dinheiro? Eles tinham algum tempo de lazer, haviam festas? Como surgiu a capoeira? Como era a relação dos escravos entre si e com as pessoas livres?
4. Questões sobre o processo de abolição e seus limites: Como e por que acabou a escravidão no Brasil? A escravidão realmente acabou?
Demos continuidade à nossa investigação lendo e discutindo um texto de nosso livro didático sobre as características do trabalho escravo na mineração, em fins do século XVIII. Assistimos também aos episódios sobre a escravidão presentes no filme "Quanto vale ou é por quilo" de Sérgio Bianchi (indicação preciosa do professor Eduardo da EMEF João Alves dos Santos). Quem tiver comentários a fazer sobre os rumos do nosso trabalho, indicação de fontes de pesquisa ou esclarecimentos sobre as questões formuladas, por favor, mande pra gente. Ah! Estamos precisando também de fontes de pesquisa sobre a escravidão em Campinas. As sugestões serão muito bem vindas! Valeu!

sábado, 10 de março de 2012

LUTAS DAS MULHERES POR DIREITOS

No dia 29/2, na aula de história do 4o. termo, assistimos ao filme "O silêncio das inocentes" que faz parte do acervo da nossa escola. O documentário, dirigido por Ique Gazzola e com roteiro de Rodrigo Azevedo, conta a história da criação da Lei Maria da Penha e da luta das mulheres contra a violência praticada por seus companheiros. Segue abaixo os comentários do filme elaborados por Andrea e Larissa.
O filme relata a história de mulheres que, por muito tempo, ficaram presas pelo medo.
Esperavam dos maridos proteção, apoio e amor e receberam maus tratos.
A violência, como é mostrada no filme, começa com pequenos gestos e aos poucos se
mostra violenta e cruel. A pessoa que mais me chamou a atenção foi a mulher que sonhava com um príncipe, casou na igreja e realizou o sonho e depois viu a sua história virar um pesadelo. De
tanto sofrer resolveu se separar. Ele não aceitou e cruelmente a queimou, deixando marcas no rosto e corpo e, principalmente, na alma. Vejo que precisou uma mulher ter a coragem e persistência para contar sua história e lutar pelos direitos das mulheres porque sofreu muito com seu marido que a deixou numa cadeira de rodas. Com o apoio de ONGs conseguiu levar a júri o
marido que tanto lhe fez mal. Com isso foi criada, no Senado, a Lei Maria da Penha, uma cearense que, com sua história, contribuiu para a aprovação de uma lei que pode ajudar milhares de mulheres no nosso país com assistência médica, psicológica e com proteção, dando às mulheres a força para lutar contra a violência. A violência não está longe da gente, temos sempre alguém na família, amigos que já tiveram este tipo de violência em suas casas e isto destrói famílias inteiras. Acredito que temos longo caminho até que isso acabe. Como o filme “O silêncio das inocentes” relata, temos uma forte cultura machista em nosso país. Mas espero que com o passar do tempo nós, mulheres, tenhamos força e coragem para nos amarmos mais e, assim, não permitir nenhum tipo de violência. (Andrea)

Nas histórias contadas no filme “O silêncio das inocentes” várias mulheres falam o que se passa ou se passava em suas vidas. Dentro de si algumas mulheres carregam o desejo e a liberdade para viverem uma vida normal, mas sentem medo porque sofrem ameaças dos maridos. Por isso, carregam este medo dentro de si e muitas sofrem caladas! Muitas dessas mulheres acabam passando por coisas terríveis, acabam perdendo a vontade de viver e algumas delas resolvem contar. Em alguns casos a violência é presenciada por crianças, às vezes elas acabam sendo agredidas e sofrem por causa das mães que tem medo de por um fim na situação. A Lei Maria
da Penha vem ajudando as mulheres a se defender mais e incentiva que elas tomem uma decisão. Essas mulheres sofrem muito e, em alguns casos, acabam sendo assassinadas, pelo medo que as faz tentar esconder os problemas. Sempre quando existe amor a situação se complica mais e mais, as mulheres acabam ficando com dó e medo de entregar seus companheiros, têm medo que eles fiquem presos e, quando voltarem, façam pior. As mulheres sofrem e muito ou sofriam até certo tempo atrás porque, hoje em dia, tudo mudou. O amor é um caso sério. Você só quer ver a pessoa bem e só quer protegê-la. Algumas pessoas ignoram estes fatos e pensam que as mulheres são assim porque gostam de apanhar. Mas a situação que elas passam é bem diferente. Cada um tem um motivo e um porquê de tanto sofrimento. É o mesmo que acontece no filme até elas tomarem alguma iniciativa quando já não aguentam mais sofrer. E o que as ajudava era a Lei Maria da Penha. (Larissa)
O trailer do filme "O Silêncio das Inocentes" pode ser acessado pelo youtube

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

UTOPIAS: PROJETOS PESSOAIS, PROJETOS DE PAÍS

Neste semestre o trabalho com a disciplina História no 4o. termo vai tratar das lutas por conquista de direitos e de algumas propostas e experiências formuladas e vividas, desde o final do século XIX, como alternativas à sociedade capitalista. Começamos lendo um texto de ficção do saudoso Moacyr Scliar, "A mensagem chega ao destino". O personagem da história, quando ainda era adolescente, havia enviado uma carta sem destinatário certo e lançado ao mar, numa garrafa. Já adulto recebe um pacote pelo correio de uma mulher que encontrou sua carta e a devolve. Lembra então que tratava-se de "uma carta escrita para o futuro, uma espécie de declaração de intenções, um plano de vida". O mais triste foi perceber o fracasso em tudo o que intencionara. Mas o mesmo pacote que trouxe a prova de seu malogro, trouxe também um sinal de salvação... O texto de Scliar foi o mote para que os alunos inciassem uma carta nos mesmos termos daquela do texto ("Não sei se você é uma criança, uma mulher ou um homem") contando seus projetos pessoais para o futuro e seus planos para o nosso país. Lemos os textos na aula e a turma escolheu as produções de Silvana e Tatiane para postarmos no blog da nossa escola. Mandaram bem garotas, parabéns!! Agora é com vocês...
Os gêmeos

Não sei se você é uma criança, uma mulher ou um homem. Escrevo esta carta agora para dizer o que eu quero para o meu futuro. Profissionalmentequero terminar os meus estudos, fazer muitos cursos, principalmente na área de informática. Quero ser uma grande técnica em informática, com um emprego muito melhor, bem sucedida. Quero dar um futuro melhor para os meus filhos, quer ter a minha casa própria, meu carro, uma casa na praia para passear com os meus filhos. Poder levar eles para a Disney para realizar um grande sonho da minha vida. Uma pessoa que me ame e ame meus filhos, que me ajude a ser a pessoa mais amada do mundo. Eu sinceramente quero que o Brasil seja muito diferente do que é hoje. Que os corruptos sejam extintos da face da terra, que ninguém mais passe fome ou sede. Que todos tenham uma casa para morar e que todos saibam ler e escrever, sejam felizes e ajudem o planeta. Que a Terra não esteja mais no sufoco, que ninguém esteja desmatando as florestas, poluindo os rios. E que já tenha acabado o preconceito contra gays, lésbicas, negros e pobres.
(Tatiane Rodrigues Seixa)

ESSA É A MINHA CONQUISTA
Não sei se você é uma criança, uma mulher ou um homem. O meu nome é Silvana Borges de Almeida. Agora vou escrever o que eu quero pro meu futuro. Quero terminar os meus estudos e fazer uma faculdade de gastronomia. Montar o meu próprio restaurante.
Aí eu quero pagar uma escola particular para minha filha, comprar uma casa, um carro do ano, ajudar minha família, não só a minha família, mas também a família do meu marido, poder ajudar as pessoas que precisam. Eu quero montar uma casa de dependentes químicos para poder ajudar as pessoas que usam drogas, porque estas pessoas são muito rejeitadas, desprezadas, caluniadas. As pessoas mal sabem que ser dependente químico não é safadeza, ninguém é dependente químico porque quer. Na verdade muitas pessoas sabem julgar, criticar, mas não sabem o que a família passa, o quanto a família sofre, mas ninguém te dá uma palavra de
conforto. Só quem pode te confortar é Deus porque ele não te julga, mas te dá uma palavra de conforto e está com você nas horas mais difíceis. Eu acho que pra ter um Brasil melhor precisa melhorar a saúde, ajudar os moradores de rua, mais clínicas de dependentes químicos, construir mais creches, respeitar e ajudar os idosos. É esse o sonho que eu tenho para o meu país.
(Silvana Borges de Almeida)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

HISTÓRIAS DE ASSOMBRAÇÃO 3

Antes da tempestade - Gravura de Joanna Latka

Sexta-feira, meia noite, trovões, lua cheia, cemitério... está posto o cenário que há tempos nos convida a ver, ouvir e sentir coisas pra além da imaginação... Os vivos e os não mais, neste palco, convivem, ainda que num relance, religando estes nossos tempos tão descosturados... Magia dos tempos das narrativas de assombração tal como as histórias de Leonardo e Larissa do 8o. ano C que fecham nossa seleção de histórias dos 8os. anos. É com vocês...

Numa noite de lua cheia e muitos trovões, uma garota estava sozinha em sua casa. Como
estava chovendo muito e não tinha como sair a menina resolveu ligar a televisão
para distrair. Quando ela ligou a tomada levou um choque imenso e acabou
morrendo. Quando sua mãe chegou em casa encontrou a menina deitada no tapete
perto da TV, morta. Ela começou a chorar e a gritar muito. Pegou o telefone
para avisar seu marido e quando olhou para o corredor viu a menina sentada no
chão. Até hoje, quando chove e quando aparecem trovões no céu, a menina aparece
sentada no corredor. (Larissa)

Era uma moça muito bonita, vestida inteira de preto, parada em um ponto de taxi, à meia
noite, quando o taxista parou e a moça entrou e disse a ele:
- Leve-me ao cemitério.
O homem obedeceu e, pouco depois, eles haviam chegado. Quando o homem virou para cobrar
a corrida ela havia sumido. Ele ficou apavorado, mas mesmo assim entrou no
cemitério para procurá-la. Viu o túmulo mais bonito e nele, a foto da moça que
ele havia trazido. Lá estava escrito:
“AQUI JAZ INGRIDE MUNHOZ SILVA DE PAULA.
MORTA EM UM ACIDENTE DE TAXI, EM 13/06/1930, COM 23 ANOS”.
O taxista saiu correndo apavorado e contou aos amigos dando origem à lenda da “Moça do
taxi”. (Leonardo Maurício)

HISTÓRIAS DE ASSOMBRAÇÃO 2

Como já contei na postagem anterior, estas histórias foram elaboradas no começo deste ano letivo como pontapé inicial de nosso trabalho com a disciplina História. Nos demos conta de como os filmes de terror, as histórias de fantasmas e de assombração e a imaginação sobre as coisas do além nos acompanham em nosso dia a dia. Aí vão os textos do Giovani e da Ana Paula do 8A. Senta que lá vem história...
Ilustração: Fernando Pires

Três homens andavam pelo canavial num dia de lua cheia. Era mais ou menos 11h30 , naquela
noite sombria com um sereno bem gelado. Eles andavam devagar e iam conversando. Os três já tinham ouvido falar em lobisomem, mas não acreditavam. Eles estavam comentando sobre isso quando um deles escutou alguma coisa. Começaram então a andar depressa. Um deles viu um cachorro bem peludo e de pé. Ficaram assustados e começaram a
correr mais depressa ainda. O lobisomem começou a correr atrás deles. Tinha uma
cerca logo na frente, dois deles passaram debaixo e o outro se enroscou na
cerca. O lobisomem pegou-o e os dois que estavam na frente saíram vazado. Dava
para escutar os ossos sendo quebrados e o cheiro de sangue no ar.
Os dois homens pularam num rio que estava cheio de piranhas e morreram. Depois disso
ninguém ouviu falar mais do lobisomem.
(Giovani)

Telefonema dos mortos

Um dia Janaína estava passando os números de telefone dos seus amigos da agenda
velha para uma nova quando viu o número de Patrícia, uma amiga falecida há
alguns meses num acidente de carro quando voltava de uma festa com seu namorado,
Pedro, que desde então estava em coma. O acidente foi causado por um motorista
bêbado em alta velocidade e Patrícia morreu no local. Janaína sentiu um frio na
espinha e uma tristeza repentina. Pensou: “a Pati era a minha melhor amiga por
que o Senhor a levou?”, sentindo um vazio dentro do coração.
Mas Janaína continuou a escrever os números para a outra agenda, tirando o número
do celular de Patrícia. De repente seu telefone começou a tocar do nada. Então Janaína atendeu a ligação e ouviu a voz de sua amiga falecida. Começou a chorar dizendo: “quem é você, o que
quer?!” E Patrícia disse: “Eu quero que você me ajude.”
Janaína desligou imediatamente o telefone.
Passaram-se duas semanas e o celular de Janaína começou a tocar novamente com um toque de uma música que Patrícia gostava muito. Mas só que Janaína estava no banho e o
celular estava tocando em cima de um criado mudo. Janaína resolveu ir ver quem
estava ligando para ela e atendeu. Era Patrícia dizendo: “Me ajude Janaína!
Socorro! Me salve!” Janaína respondeu assustada: “Pare de me ligar passando
trote porque se você não sabe você não é a Patrícia. Patrícia morreu num
acidente de carro.” E então desligou.
Passou um ano e Janaína nunca mais recebeu nenhuma ligação. Ela ficou intrigada com o que tinha acontecido um ano atrás sobre o telefonema anônimo. E assim resolveu
ir até o cemitério fazer uma visita ao túmulo de Patrícia. Então pegou uma vela
e umas flores para ir mais tarde depois da faculdade. Faltavam três minutos para
as sete. Janaína entrou no seu carro e foi até o cemitério. Ao chegar no túmulo
de Patrícia acendeu a vela e pôs as flores dentro de um vaso muito bonito que
havia dado para Patrícia quando ela ainda era viva. Começou então a rezar pela
amiga morta, falando de todos os momentos em que elas passaram juntas. Quando
se levantou não sabia o que a esperava. Ao virar-se lá estava o fantasma de
Patrícia, uma jovem loira, olhos castanhos esverdeados e alta.
Muito espantada ela disse: “Você!” e desmaiou em frente ao túmulo da amiga. Ao
acordar Janaína pensou: “o que estou fazendo aqui?!” e procurou seu celular
para ver que horas eram. Era meia noite e sete e ela ainda estava no cemitério.
Foi quando sentiu um frio na espinha e muito medo. Aí viu novamente Patrícia que
lhe disse: “por que você não atendeu a minha ligação?” Janaína saiu correndo
cheia de medo e gritando e Patrícia foi atrás dela dizendo: “não vá eu tenho tantas
perguntas para lhe fazer!” Mas Janaína nem sabia para onde correr. Saiu do
cemitério correndo em direção à rua, mas saiu tão desesperada que acabou sendo
atropelada por um motorista que estava em alta velocidade. O motorista parou
para prestar socorro, mas já era tarde, Janaína estava morta. O motorista
procurou documentos da moça para tentar telefonar para seus pais. Ligou para o
pai de Janaína que atendeu o telefone perguntando: “quem é?”. O motorista
respondeu muito nervoso: “sua filha está morta!” “Mas como assim está morta!” “Ela
veio correndo de dentro do cemitério e eu não tive como desviar. Ela não
resistiu!” O pai ficou muito nervoso e pediu o local em que eles estavam. “Estamos
na Rua Rodrigues de Moraes em frente ao cemitério”. Assim o pai enterrou a
filha e o motorista foi preso e pegou trinta anos de cadeia mesmo tendo parado
para socorrer e ajudado a moça, mas já era tarde demais.
Por isso pense muito bem como agir se você receber algum sinal de alguém que já morreu!
(Ana Paula)