quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Objetos de Aprendizagens Matemática - Ensino Fundamental

Nos lincks abaixo você encontrará atividades propostas para desenvolver e ou ampliar conceitos matemáticos desenvolvidos no ensino fundamental.

Clique no linck abaixo e teste suas habilidades em equações polinomial de 1º grau.

Público alvo: alunos do ensino fundamental, ciclos III e IV.

http://www.genmagic.org/mates2/eq1_cast.swf

Clique em um dos lincks abaixo e teste suas habilidades em frações. Os lincks estão dispostos de acordo com o grau de dificuldade, do mais simples ao mais complexo.

Público alvo: alunos do ensino fundamental, ciclos II, III e IV.

http://www.genmagic.org/mates2/fraccio_cas.swf

http://nlvm.usu.edu/es/nav/frames_asid_104_g_2_t_1.html?from=category_g_2_t_1.html

http://nlvm.usu.edu/es/nav/frames_asid_102_g_2_t_1.html?from=category_g_2_t_1.html

http://nlvm.usu.edu/es/nav/frames_asid_103_g_2_t_1.html?from=category_g_2_t_1.html

Clique no linck abaixo e melhore sua matemática adicionando ou subtraindo os números apresentados.

Público alvo: alunos do ensino fundamental, ciclos I e II.

http://www.ojogos.com.br/jogo/double-digits.html

Clique no linck abaixo e ajude o macaquinho a equilibrar a balança, praticando cálculos mentais.

Público alvo: alunos do ensino fundamental, ciclos II e III.

http://www.ojogos.com.br/jogo/monkey-math-balance.html

sábado, 30 de outubro de 2010

domingo, 17 de outubro de 2010

Felicitações professores

"Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor, que por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê. Não posso ser professor a favor simplesmente do Homem ou da Humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa. Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda. Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais. Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura. Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza. Sou professor a favor da boniteza da minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa, mas não desiste".(PAULO FREIRE, Pedagogia da Autonomia, p. 102 e 103).

sábado, 11 de setembro de 2010

Aprender a aprender

"É na fala do educador, no ensinar (intervir, devolver, encaminhar), expressão do seu desejo, casado com o desejo que foi lido, compreendido pelo educando, que ele tece o seu ensinar. Ensinar e aprender são movidos pelo desejo e pela paixão." -
Madalena Freire em "O sentido dramático da aprendizagem", capítulo do livro A paixão de Aprender.



domingo, 1 de agosto de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

SARAU NA EJA






A noite do Sarau na EJA fez parte das atividades de encerramento do semestre. Quem esteve presente pôde presenciar os talentos dos alunos e o compromisso de todos para que as apresentações saíssem o melhor possível. Acima temos alguns registros fotográficos e abaixo o texto que foi lido pela professora Giu, nossa mestre de cerimônias, na abertura do evento.

SARAU 100 ANOS DE NOEL E DE ADONIRAN
Hoje estamos realizando mais uma noite de sarau. Pouco a pouco esta atividade cultural vai garantindo seu espaço no calendário de nosso curso de EJA. Afinal, escola é lugar de fazer e apreciar arte. Declamar, cantar, dançar, representar, nos põe de bem com a vida, ajuda a nos conhecermos melhor e amplia a capacidade de expressarmos a vida que há em nós.
Noel Rosa e Adoniran Barbosa, hoje homenageados neste ano de centenário de seu nascimento, nos lembraram, nas últimas semanas, o quanto as aprendizagens e as vivências na escola podem ficar mais ricas e prazerosas se acompanhadas de música.
Numa linguagem colada no vivido, marcada pela ironia, pelo humor e pela crítica, Noel e Adoniran traduziram as alegrias e dificuldades do povo simples trabalhador do Rio e de São Paulo, em tempos em que viver em cidades significava cada vez mais enfrentar o desafio da solidão e da pobreza.
Mas suas músicas nos falam também do tempo miúdo das pequenas solidariedades, do jogo de cintura e das trocas culturais entre pobres de tantas raças e nações que compunham os bairros operários, os morros, a periferia em crescimento.
Noel e Adoniran nos lembram que a cantoria por uma vida digna nas grandes cidades já vem de longa data neste nosso país e, aqui e agora, cada um de nós e todos fazemos parte deste coro.

domingo, 4 de julho de 2010

"EU NUNCA TINHA VISTO UM CORAL ANTES NA VIDA REAL"




Seguem alguns comentários dos alunos da EJA sobre a apresentação do Coral Açucena em nossa escola. Ana e moças do coral, valeu! Ficamos querendo mais...

Eu, Ivete, gostei muito do coral Açucena pois foi a primeira vez que vi de tão perto um coral e fiquei muito feliz. Quando cantava a música que falava Cajuína de Teresina foi maravilhoso pois lembrei da minha terra natal, que saudades. Eu quero parabenizar todas essas mulheres lindas, obrigado. Que Deus abençoe a todas!

Prezada regente e companhia do coral Açucena,
Gostaria de parabenizá-las pelo trabalho maravilhoso que vocês fazem. É interessante saber que tem mulheres capazes de alegrar e compartilhar de tamanha competência. Eu acho que não é tão simples participar de um coral, saber seguir o ritmo de cada música, eu acho que não conseguiria cantar no mesmo tom que as outras representantes. Enfim, não tenho palavras para lhes agradar e nem agradecer pela apresentação de vocês em nossa escola. Parabéns pelo trabalho de vocês e que continuem encantando o público por onde vocês passarem. (Maria de Fátima Davi)

Eu, Rodrigo, gostei muito desse evento, curti muito, muito mesmo ver as moças soltando a voz, eu nunca tinha visto um coral antes na vida real, só em televisão, novelas. É isso que deixa a gente contente nas horas que estamos entediados, sem nada pra fazer. Ah! É bom ter isso na escola uma vez por semana e ter também músicas que nós sabemos cantar. Vocês estão de parabéns!

Venho por estas poucas linhas agradecer ao coral Açucena pela apresentação. Eu achei muito legal, foi muito emocionante! Eu nunca assisti uma apresentação assim, ao vivo. Gostei muito. Tenho muito que agradecer à regente e a todo grupo que dispôs do seu tempo para mostrar pra nós. Nós, brasileiros, precisamos muito conhecer a cultura, nem todas as pessoas têm oportunidade de assistir um coral ao vivo. Agradeço pela chance que tive. Agradeço também à nossa escola e a todos. (Erenildes)

Foi um prazer conhecer vocês. Já gostava muito de ver coral porque eu cantava num coral da igreja que eu freqüentava. Mas nunca vi um coral diferente como o de vocês, achei interessante porque as músicas eram diferentes do que eu escutava. Fiquei muito feliz por assistir uma apresentação na escola em que eu estudo. Gostei muito de vocês e queria que viessem mais vezes para cantar para todos nós da escola. Vocês são simpáticas. Rosângela.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

Estudo do Meio

O estudo do meio foi parte integrante do projeto "A Matemática do Lixo", desenvolvido com os 8º anos do Ensino Fundamental II da EMEF Dulce Bento Nascimento, cujo objetivo foi abordar a questão do lixo e suas consequências ao meio ambiente e a importância da reciclagem.
O que é lixo? Como são produzidos? Quais os tipos de lixo? Quais as conseqüências do lixo ao meio ambiente? O que podemos fazer para amenizar essas conseqüências? O que é reciclagem? Por que é necessário reciclar? Quem a pratica? Esses foram alguns questionamentos abordados durante a realização do projeto.
Após a abordagem inicial e sondagem do conhecimento prévio dos alunos sobre o tema, orientamos e direcionamos à pesquisa; fizemos o estudo do meio, com visitas ao Departamento de Limpeza Urbana de Campinas - DLU - onde tivemos palestras de orientação sobre o lixo, suas consequências e a necessidade de reciclagem do lixo; visitamos a Cooperativa de reciclagem do lixo; visitamos o Aterro Sanitário "Delta A", onde os alunos puderam vivenciar as consequências do lixo ao meio ambiente, além do gasto do dinheiro público para cuidar de todo o lixo que produzimos no nosso dia-a-dia.
O trabalho prático:
Através de pesquisas a jornais, revistas, sites relacionados ao tema, palestras e estudo do meio, foi feito um estudo sobre a composição do lixo, os números do lixo e da reciclagem,tempo de decomposição de cada insumo, conseqüências do lixo ao meio ambiente, lixo e saúde, e os números da reciclagem do lixo no Brasil e no municipio de Campinas.

Nesta fase, os alunos fizeram a interpretação dos dados pesquisados, aplicando conteúdos matemáticos para obter novos dados. Usando operações
básicas, conversões de medidas, média aritmética, porcentagem, regra de três, estimativas, tabelas e gráficos.

Na realização do projeto contamos também com a contribuição da professora Kazuko - geografia - de forma interdisciplinar.

Prof. Everaldo Rocha.


domingo, 20 de junho de 2010

DIA 23 DE JUNHO TEM CORAL AÇUCENA NA EJA

Nesta quarta teremos o prazer de ter conosco o coral feminino Açucena regido por Ana Salvagni. Quem já teve oportunidade de ouvir e se encantar sabe que não pode faltar. Além de um acalanto para a alma e o corpo, Açucena nos proporciona uma mágica viagem por tradições sonoras de diferentes lugares e tempos. Oportunidade da gente conhecer e se deixar tocar por criações humanas sensíveis, cria-ações que vem nos ajudando a ampliar os sentidos para a vida... Seguem algumas informações sobre a apresentação e as artistas.


Coral Açucena
O coral Açucena é um coral feminino que nasceu há dois anos em Barão Geraldo – Campinas-SP. Criado pela regente e cantora Ana Salvagni, o grupo tem hoje 25 vozes. Estreou em dezembro de 2008, apresentando-se na Cia. Sarau, em Barão Geraldo, e, desde então vem realizando apresentações principalmente em Campinas. A idéia inicial foi criar um espaço acolhedor com um trabalho vocal direcionado às mulheres, mesmo as que não tinham experiência em canto coral. Dentro desta proposta, o grupo vem recebendo muitas pessoas interessadas e vem experimentando diferentes formações e repertórios.

Repertório para a apresentação
1. Surrexit Christus -Adam Gumpelzhaimer (1559-1625)
2. Rama de uma Oliveira – tradicional portuguesa (canto de colheita)
3. Maçadeiras - tradicional portuguesa (canto de trabalho)
4. Benke – Milton Nascimento e Márcio Borges / arr. Samuel Kerr
5. Mekô Merewá – canto dos índios Suruí, de Rondônia
6. Siahamba – tradicional, da África do Sul
7. Cajuína – Caetano Veloso. Arranjo: José Eduardo Gramani
8. Tambores de Mina: Nkosi sikel’i Afrika (Enoch Santanga – 1897)/ Sansa Kroma – tradicional da África do Sul / Cangoma – canto de escravos afro-brasileiros)

Regente: Ana Salvagni – breve histórico
Graduada em Regência pela UNICAMP em1994, Ana Salvagni já trabalhou com grupos como o Coral Municipal de Taquaritinga, Madrigal Boca a Boca (Campinas), Madrigal Cantabilis (Jundiaí), Coral Da Boca Pra Fora e grupo Cantadeiras (Campinas). É regente do Coral Municipal “Em Canto” de Morungaba desde 1995, e também do Coral Açucena, em Campinas, desde 2008.Já participou de diversos cursos na área de técnica vocal e regência coral, mantendo seu estudo de canto com o professor Mauricio Martinazzo.Como cantora, desenvolve trabalho de pesquisa em música popular e de tradição oral, além de apresentações, desde 1994. Apresenta-se ao lado do violeiro Paulo Freire no show Viola e Voz, além de outros espetáculos junto aos músicos Edmilson Capelupi, Edson Alves e Daniel Allain. Tem três CDs gravados: “Ana Salvagni”, “Avarandado” e “Alma Cabocla”, este último, que recebeu patrocínio da Petrobras, é dedicado à obra de Hekel Tavares.

domingo, 13 de junho de 2010

NÃO TE RENDAS


Não te rendas, ainda estás a tempo

de alcançar e começar de novo,

aceitar as tuas sombras

enterrar os teus medos,

largar o lastro,

retomar o voo.


Não te rendas que a vida é isso,

continuar a viagem,

perseguir os teus sonhos,

destravar os tempos,

arrumar os escombros,

e destapar o céu.


Não te rendas, por favor, não cedas,

ainda que o frio queime,

ainda que o medo morda,

ainda que o sol se esconda,

e se cale o vento:

ainda há fogo na tua alma

ainda existe vida nos teus sonhos.


Porque a vida é tua, e teu é também o desejo,

porque o quiseste e eu te amo,

porque existe o vinho e o amor,

porque não existem feridas que o tempo não cure.


Abrir as portas,

tirar os ferrolhos,

abandonar as muralhas que te protegeram,

viver a vida e aceitar o desafio,

recuperar o riso,

ensaiar um canto,

baixar a guarda e estender as mãos,

abrir as asas

e tentar de novo

celebrar a vida e relançar-se no infinito.


Não te rendas, por favor, não cedas:

mesmo que o frio queime,

mesmo que o medo morda,

mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,

ainda há fogo na tua alma,

ainda existe vida nos teus sonhos.

Porque cada dia é um novo início,

porque esta é a hora e o melhor momento.

Porque não estás só, por eu te amo.

(Mario Benedetti)

terça-feira, 18 de maio de 2010

JÁ TEMOS NOSSO GRÊMIO

No dia 29 de abril tivemos a eleição de nosso segundo grêmio estudantil. Três chapas concorreram: CHAPA MIX, CHAPA O COCO e a vencedora CHAPA QUENTE. Esse pessoal bonito ai na foto:



O grêmio pode ser uma indicação de democratização da gestão da escola, quando oferece espaços de participação política de seus alunos na vida escolar, favorecendo a formação para a cidadania. As ações do grêmio podem disseminar-se por toda a comunidade em que se insere a escola, possibilitando o estreitamento e fortalecimento dos laços com a comunidade. Todos nós , professores, gestores, funcionários e pais precisamos colaborar com esse movimento de construção cidadã.
Nossos alunos deram, já no processo de eleição, um show de cidadania. Não houve deslealdade nas propagandas, as propostas das chapas são ótimas e o clima foi de respeito e amizade até o final. Eles foram incríveis.
Gente, olha o Lucas todo sério votando :


A seriedade e o respeito continuaram até na hora da apuração dos votos, com a vitória da Chapa Quente. Olha a foto da apuração, no momento em que eu abria a urna (tudo documentado minha gente!!!):


Agora o próximo passo é a elaboração do estatuto ou reelaboração do que já existe e submetê-lo à votação na assembléia geral dos estudantes da escola (isso mesmo, TODO MUNDO JUNTO). Tomara que a professora Gisele concorde em fazer a ata como da última vez; tarefa difícil (todo mundo falando ao mesmo tempo), mas em espaço muito democrático.
Ainda tem muito trabalho pela frente, inclusive escolher o nome do grêmio. Sugestões??? É claro que a decisão final será dos alunos, afinal o Grêmio os representa.
BOA SORTE PARA O PESSOAL ELEITO E CONTEM COM A GENTE.

sábado, 8 de maio de 2010

Síntese da Felicidade

Produção dos alunos da EJA sob orientação da professora Cidinha.
Baseado em Síntese da Felicidade de Carlos Drumond de Andrade:

Desejo a você

Fruto do mato

Cheiro de jardim

Namoro no portão

Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor

Sábado com seu amor

Filme do Carlitos

Chope com amigos

Crônica de Rubem Braga

Viver sem inimigos

Filme antigo na TV

Ter uma pessoa especial

E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico

Frango caipira em pensão do interior

Ouvir uma palavra amável

Ter uma suspresa agradável

Ver a Banda passar

Noite de lua cheia

Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus

Não ter que ouvir a palavra não

Nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criançaOuvir canto de passarinho

Sarar de resfriado

Escrever um poema de amor

Que nunca será rasgado

Formar um par ideal

Tomar banho de cachoeira

Pegar um bronzeado legal

Aprender uma nova canção

Esperar alguém na estação

Queijo com goiabada

Pôr-do-sol na roçaUma festa

Um violão

Uma seresta

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo

Sentar numa velha poltrona

Tocar violão para alguém

Ouvir a chuva no telhado

Vinho brancoBolero de Ravel

E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade.






Desejo a você
Uma boa viagem
Bons amigos
Que sempre esteja bem
Que não falte dinheiro
Ser feliz com a pessoa amada
Passear em lugares bonitos
Comer do bom e do melhor
Ver futebol na TV
Vestir roupas boas
Ser digno do seu merecimento
Ter bom ânimo
Ouvir as mais belas canções
Viver em harmonia
Estar sempre de bem com a família
(Antonio M. M)

Desejo a você
Um domingo ensolarado
Passear a cavalo na fazenda do vovô
Ir ao shopping tomar lanche e assistir um bom filme romântico
Ir à quermesse jogar bingo e comer algodão doce
Viajar para a praia
Surfar em altas ondas
Ir para aquela linda ilha pescar frutos do mar
Dormir à luz da lua na ilha
Um bom descanso nesta noite
Sonhar com seu amor
Ficar feliz quando acordar
E ver seu amor ao seu lado
E muito carinho meu.
(Maurílio Donizete Pereira Alves)


Desejo a você
Um domingo de Páscoa com muito amor e sabor
Um almoço num restaurante bem animado
Um aniversário com muita saúde e alegria com sua família
Um banho de piscina muito refrescante, com a galera
Uma viagem num lugar paradisíaco, com seu amor
Um sábado no barzinho com os amigos, tomando cerveja
Um dia de milionário, para você gastar dinheiro no que quiser
Jogar bola numa grama bem verdinha, com seu filho e seu cachorro
Tomar banho bem refrescante de cachoeira, com direito a piquenique
Ser feliz todos os dias e esquecer um pouco dos problemas
Tomar banho todos os dias, e cuidar da sua higiene pessoal
Um mês de folga do trabalho para comprar roupas no shopping
Ser uma pessoa alegre, educada, bondosa e solidária
Preservar o meio ambiente e ter consciência do que fazer com o lixo doméstico
Cuidar dos animais e não abandoná-los pelas estradas
Tudo de bom que há no mundo, porque você é um presente de Deus na minha vida
(Andrea Souza)


Desejo a você
Amor eterno
Sábado no cinema
Uma chácara bem gostosa
Sair com os amigos para a balada
Carinho do seu filho
Uma feijoada no fogão de lenha
Nunca a tristeza
Serenata no campo
Casamento de véu e grinalda
Viajar para Paris
Uma tarde com a família
O gosto do sertão
Ser um jogador de futebol
Churrasco e macarrão no almoço
Uma calça da OKLEY
Saúde bem sucedida na vida
Passear no shopping
E muito carinho meu
(Natália)

Desejo a você
Muitos amigos
Domingo de festa com filhos e netos
Sentar na rede e espreguiçar na sombra da jabuticabeira
Churrasquinho na grelha
Música na vitrola
Passarinho sem gaiola
Comer frango com farofa
Ouvir a nossa música
Que embalou o nosso amor
Muitas frutas na fruteira, com boas sementeiras
Que nossos sonhos se realizem
Andar descalço na areia
Sem rumo, sem direção
Ouvir uma nova canção
Para emocionar o nosso coração
Ter fé em Deus
Muitos carinhos meu
(Paulo F.)
Desejo a você
Um domingo de pleno sol
Uma piscina com água limpa
Músicas de Roberto Carlos em DVD
Um caminho lindo para você
Um passeio a cavalo na trilha
Bons amigos ao seu redor
Flores perfumadas de gardênia
Um vinho petruz bem gelado
Ouvir músicas sentado
Um emprego que lhe dê boa renda
Uma festa em família na fazenda
Ter Deus bem firme no seu coração
Nunca ser injustiçado
E ser sempre bem amado
Cânticos de realizações
Ter dias de muita paz
Respirar sempre o ar puro do mar
Nadar em águas cristalinas
Que isso tudo seja seu
E muito carinho meu
(Francisco Domingos dos Santos)


Síntese da felicidade

Desejo a você
Uma vida longa
Muitos sorrisos
Beijos na boca
Fé na vida e em Deus
Sabedoria
Pé de manga no quintal
Cheiro de chuva na terra
Almoço de domingo com a família
Tomar um bom vinho vendo um bom filme
Cantar no trabalho
Dançar na chuva
Brincar com os filhos
Sentar no quintal em noite de lua cheia
Sorrir com os amigos
Tomar banho no rio
Plantar flores
Saúde abundante
Sair para dançar
Namorar no cinema
Comer salada todo dia
Acordar tarde no domingo
E muito carinho meu
Izabel Tonizza (2º T)

Desejo a você
Uma boa pescaria
Uma boa prova
Colo da vovó
Rever a família
Passear com seus filhos no jardim
Fazer caminhada à tarde
Uma bela manhã de sol
Curtir música na varanda
Jogar futebol
Pôr do sol no mar
Ganhar um animalzinho de estimação
Passear no jardim
Gostar muito de alguém e ser feliz
Bater papo na calçada com amigos
Passear de bicicleta no bosque
Andar de barco
Um belo sono
Um dom cinema
Boa noite no clube
Boa montaria à cavalo
E muito carinho meu.
Aparecido


Desejo a você
Uma tarde familiar
Tocando violão
Tudo certo e direito
Quase que perfeito
Tudo na sua hora
E a seu tempo
Não se precipitar
Saber esperar o tempo passar
Vão forçar o acontecimento
Abrir seu coração
Saber pedir perdão
Ouvir palavra de carinho
Teu um dia agradável
Sair com seus amigos
Brincar com os filhos
Uma boa massagem
E muito carinho meu
Elizabeth (2º T)


Desejo a você
Amor e paz
Um céu abundante
Muita vida e esperança
Caminhos deslumbrantes
Sonhos de criança Uma taça de champanhe
Ser um vendedor de sonhos
Ter um ótimo emprego
Lutar para ser um bom sujeito
Apreciar uma boa bebida
Estar sempre de bem com a vida
Que fale somente a verdade, e nunca a mentira
Um aroma da flor margarida
Os cantos dos passarinhos
Que fique próximo do mar calminho, calminho
O espetáculo da vida
Uma comida saborosa e simples
Muita literatura e muita paciência
E muito carinho meu.
Claudinei Emerson da Silva (2º T)


Desejo a você
Um dia ensolarado
Com sua família ao seu lado
Comer pipoca
Viver a vida
Ouvir uma boa canção
Dizer uma palavra amiga
Fazer o impossível para ser feliz
Demonstrar afeto
Ouvir uns aos outros
Dançar um pouco
Coração alado
Saber sentir e ter muita emoção
Recordar o passado
Dar beijos na boca
Experimentar o inevitável
Encontrar sua alma gêmea
Conhecer o Rio de Janeiro
Morar em Nova York
Ser diferente
Às vezes dizer sim ou não
Respirar livremente
E muito carinho meu.
Lindraci Santos Fortunato (2º T)


Desejo a você
Finais de semana livres
Churrasco na família
Uma boa salada de maionese
Um banho quente
Um filme de rodeio
Um litro de menta
Uma volta de moto
Muita paz
Seus sonhos realizados
Amigos verdadeiros
Todos os dias com seu amor
Uma música de Sergio Reis
Uma viagem ao nordeste
Um suco gelado
Nunca desistir da vida
Ter fé em Deus
Uma festa “Reave
Boa Páscoa
E muito carinho meu.
Ivete (2º T)


Desejo a você
Luz do condor
Com muita paz e amor
Lua do sertão
Cavalo na contramão
Balão, pipa, peão
Peixe do mar
Sonhos a realizar
Doce de amendoim
Que trazem para mim
Amor eterno até o fim
Céu estrelado do Afeganistão
Paz no mundo entre as nações
Um vaso quebrado
Amor sem pecado
Passeio de trem
Filme dos que não têm
Um dia na favela
Gatinha na passarela
Jesus, nosso pastor
Conhecimento do amor
E muito carinho meu.
Alexandre Marcos Eugênio (3º T)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Reunião do CNE "entrará para a história da educação no Brasil"


Para além do blá blá blá do consenso em torno da valorização da educação, movimentos interessantes vem ganhando corpo. Vale a pena conhecer, acompanhar e engrossar fileiras... Compartilho texto que Luiz Araújo postou ontem em seu blog:

"A reunião da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação que se realizará esta semana entrará para a história da educação no Brasil. É que está na pauta o debate e aprovação do Parecer sobre Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) como política de melhoria da qualidade do ensino no Brasil, de autoria do conselheiro Mozart Neves Ramos.
O debate acerca do padrão mínimo de qualidade não é recente, mas somente nos últimos cinco anos ganhou força e concretude. Contribui enormemente para isso o estudo desenvolvido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação sobre o assunto. Este estudo, coordenador pelos educadores Denise Carreira e José Marcelino Pinto, apresentou para o debate público a idéia de construir um Custo Aluno-Qualidade.
Nestes cinco anos a proposta vem sendo difundida e em 2008 foi assinado um protocolo de colaboração entre a Campanha e o conselho Nacional de Educação. O Parecer que está em discussão é fruto do acúmulo conseguido com esta parceria.Também o CAQi foi um dos temas mais debatidos durante a CONAE, tornando-se referência para a futura elaboração do Plano Nacional de Educação.Estará em debate no CNE o Parecer e uma Proposta de Resolução sobre o assunto. Sinteticamente os dois textos propõem que:
1. O Custo Aluno-Qualidade seja a referência política para que gestores públicos organizem suas respectivas redes de ensino para que as mesmas atendam o padrão mínimo de qualidade exigido pela Constituição Federal (artigo 206, VII e 211, parágrafo 1º);
2. Este CAQ é considerado inicial e seria suficiente para auxiliar o país a alcançar patamares de desempenho próximos aos vivenciados nos países desenvolvidos;
3. O custo desta qualidade é calculado a partir de uma matriz que leva em consideração a construção e equipamentos, insumos materiais e pedagógicos e valorização dos profissionais da educação;
4. Cada etapa ou modalidade é tratada de acordo com sua especificidade, ou seja, existem vários valores de qualidade;
5. A matriz pressupõe uma dada relação quantitativa professor X aluno, assim como trabalha com um tamanho de referência de escolas e quantitativo de alunos por turma (esta também foi uma preocupação da CONAE);
6. Os valores que estão sendo propostos foram convertidos em valores PIB per capita, expressos para as principais etapas da educação básica. Assim, por exemplo, o atendimento em creche (crianças de zero a três anos) em tempo integral representaria 39% do PIB per capita verificado no país. Em números de 2008 teríamos R$ 5.943, 60. Este seria o gasto mínimo aceito para que um brasileiro, independente do município em que resida, tenha acesso a um padrão de qualidade.
A aprovação do Parecer e da Resolução auxiliará a alterar o formato de debate de financiamento em nosso país, por isso considero o ato como histórico. A partir desta decisão começaremos a discutir o quanto falta para alcançarmos um padrão mínimo de qualidade e não apenas o quanto temos pra gastar no momento.É óbvio que a aprovação levará a discussão sobre quem vai financiar o CAQ. E reforçará o debate ocorrido na CONAE, que apontou para a elevação da vinculação de recursos obrigatória e para uma aceleração do ritmo de crescimento do gasto público direto com educação, passando de 4,7% do PIB de 2008 para 7% em 2011 e 10% em 2014. E, sem uma mudança no aporte de recursos oferecido pela União estas metas não serão realizadas."

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sobre o blog, os "professores de castigo" e o debate das políticas públicas

Blogueiros da Dona Dulce,
Demorei para dar retorno às afluências do Blog. Grande instrumento para trocas e construções coletivas.Tenho a impressão que vocês vão conseguir ter um aumento na capacidade de tramar procedimentos pedagógicos menos individualizados, aprofundando o que se projeta de maneira muito rápida nos TDCs e que com o Blog, pode continuar a reverberar no processo pedagógico. Gostei também da veia cultural do Blog; vocês podem multiplicar os links com o YouTube, com o que estiver disponível das músicas e autores abordados, abrindo para criar referência entre os alunos. Como está a incorporação dos alunos nessa conversa blogueante? Seria interessante criar acessos com assuntos de interesse dos alunos. Com o tempo, o Blog poderia ter uma página inicial com as novidades, e acessos a campos de interesse específicos, onde os vários setores da escola pudessem se referenciar. Sobre o debate das políticas educacionais novayorkinas, com professores em castigo, é interessante criar um antídoto, pois esse nosso governo municipal adora uma importação de caráter midiático: taí o tal Tolerância Zero, para respaldar a especulação imobiliária na região da velha rodoviária. Mas, acho que é um assunto de encomenda para publicar em períodos de greve de professores, com o intuito de acentuar as imagens negativas que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) tenta colar nos serviços públicos em geral, conforme o mantra neoliberal que eles ainda alimentam, de um Estado incompetente para implementar suas atribuições. Eles não perceberam o estrago que a Crise 2008 acarretou nesse viés doutrinário. Acho que esse assunto não deve ser debatido apenas no Blog. Vocês precisam fazer isso ressoar nas páginas da própria revista, detonando lá, a perspectiva deles, e pondo em outros blogs de crítica midiática, como o Carta Maior, o Conversa Afiada, o Viomundo e o Luís Nassif. Assim a gente opera um jogo de desgaste com esses suicidas da mídia. Eles não sobrevivem só com a adesão das velhas elites do centro-sul. Esse ano vai ser quente para o debate das políticas públicas, e não vai ser culpa do aquecimento global.

Um abraço a todos,

Batata

terça-feira, 20 de abril de 2010

"PROFESSORES DE CASTIGO" 3

ilustração de Fábio Sgroi
É lamentável ler um texto medíocre, cujo título é "Professores de castigo" de autoria de uma repórter imprudente, inábil e seus impropérios descabíveis, talvez pela sua ignorância e estupidez, e publicado por uma revista irresponsável (Época), pertencente ao conglomerado congênere chamado "Globo" que pratica um jornalismo parcial, enganoso, manipulador, aquele que lhe interessa.
O texto aborda o Sistema de Educação Pública dos Estados Unidos, especificamente de Nova York, das práticas de um facínora incapaz de gerir um sistema educacional, e que ocupa o cargo de Secretário de Educação dessa cidade, além de fazer uma relação direta com a educação pública brasileira, mais especificamente com a educação pública do estado de São Paulo.
Por que será que a educação pública do "grande império" do poder econômico - EUA - maior economia mundial, está combalida, assim como a educação pública do estado de São Paulo, estado com 'Status" de maior potência econômica brasileira? Será que a culpa é do professor? Por que será que essas grandes potências econômicas não estão liderando o "ranking" dos países, estados ou cidades com melhor desempenho educacional? Como são tratados os professores dos países que estão no topo da lista de melhor desempenho educacional? Como são tratados os professores onde o sistema de educação está combalido? Qual a infraestrutura das escolas desses países que têm a melhor educação mundial? Quais as condições de trabalho dos professores desses países, estados ou municípios que apresentam uma educação de qualidade? E a nossa?
Gostaria que esta revista medíocre (Época) e o conglomerado Globo, a revista Veja e o conglomerado Abril, O grupo do Jornal Estadão, Jornal Folha de São Paulo e toda a grande imprensa que estão a serviço dos governantes, que praticam um jornalismo parcial, defendendo sempre seus próprios interesses, respondessem essas perguntas para a sociedade brasileira.
Assim como em Nova York, o professor da rede pública do estado de São Paulo é tratado com desrespeito, desvalorização, humilhação, tanto pelo governo corrupto e malfeitor da educação, que sucateou a educação pública estadual, quanto pela imprensa medíocre que presta um deserviço à sociedade, e por parte da sociedade que é manipulada pelo governo e por essa imprensa que aí está.
A quem interessa uma sociedade sem educação? Quem é mais fácil ser manipulável: uma sociedade com educação de qualidade ou uma sociedade desinformada, sem educação?
Trechos da publicação:
* "No estado de São Paulo o plano é mais suave que as salas de castigo. Em vez de punir maus professores, trata-se de premiar os melhores. A cada ano, o Estado aplicará uma prova para diretores, professores, coordenadores e supervisores. Os 20% mais bem avaliados receberão aumentos de 25% do salário".
Gostaria de perguntar para essa repórter leviana, se ela tivesse estabilidade em seu serviço, ela se sujeitaria a escrever um texto fatídico como este, somente para atender interesses do grupo?
Gostaria de saber por que os políticos, médicos, advogados, juízes, garis ou qualquer outro funcionário público do estado de São Paulo não fazem nenhuma prova para obter reajustes por mérito?
Por que todos os professores que foram aprovados nesta "fatídica" avaliação do mérito não serão contemplados com o aumento salarial?
Esta imprensa medíocre e manipuladora acha que uma prova "decoreba" mede conhecimento ou testa aptidão de alguém?
Por que esta revista medíocre não abre um espaço para dar "voz" aos professores, para indagar as condições de trabalho do professor, para divulgar o salário pago pelo governo do estado de São Paulo aos professores e para mostrar a verdadeira capacitação dada aos professores da rede estadual de Educação?
* "Embora ainda tenha muito trabalho pela frente, Klein conseguiu mostrar avanços no ensino. Entre 2005 e 2008, a taxa de conclusão do ensino médio aumentou de 47% para 61%. No mesmo período, a taxa de desistência caiu de 22% para 14%. Entre 2006 e 2009, a porcentagem de estudantes que atingiram os padrões adequados de aprendizagem para sua idade saltou de 57% para 82%, e a diferença entre o desempenho dos alunos negros em relação ao dos brancos diminuiu de 31% para 17%."
Mais uma vez, essa imprensa medíocre e descompromissada, mostra sua ineficiência e ingenuidade ao publicar tais dados.
Vimos recentemente a manipulação dos resultados da avaliação estadual SARESP e IDESP, mudanças de regras de última hora por parte da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, tentando, mais uma vez, ludibriar a sociedade, tentando mostrar que houve avanços significativos na educação estadual. Tudo politicagem.

Prof. Everaldo Rocha.

terça-feira, 13 de abril de 2010

"PROFESSORES DE CASTIGO" 2

Realmente sinto dificuldade de discutir esta saída encontrada pela prefeitura de Nova York. Não sei como são as condições de trabalho destes professores, como é a formação que eles recebem e nem qual é o critério para chamá-los de “incompetentes” ou “descomprometidos”. Será que é alguma avaliação externa, pontual, sem considerar a falta de condições de trabalho destes profissionais ou de vida das crianças? Ou não é isso, e estão tendo alguns dados de comportamentos que não deveriam ser aceitos como, por exemplo, agressão aos alunos, não preparo de aulas, falta de usar os conhecimentos e os recursos materiais que a escola até oferece, apenas porque não estão preocupados com as crianças? O que estão chamando de “incompetência” também pode ser um professor adoecendo pelo stress do trabalho e neste caso precisa ser cuidado. Todo profissional passa por momentos mais difíceis, isso a gente vê andando pelas escolas. E isso tem que ser pensado como política pública de atendimento dos trabalhadores. O trabalho em educação é um dos que mais adoece. Agora, o próprio modo como esta matéria desta revista nojenta é escrito não é para pensarmos políticas de educação pública. O que está colocado é a privatização, é o fim da estabilidade, é o deboche para com os trabalhadores da escola pública.Esta revista não quer nos ajudar a entender o problema, por isso não lança os dados todos sobre a mesa, por isso não faz análise do problema. Seu único objetivo é atacar os professores que tem estabilidade no emprego, ridicularizá-los e abrir caminho para o mercado na educação pública.Não posso falar por Nova York , mas posso falar por nossa rede. Estamos a milênios de termos as condições de trabalho que precisamos. Mas mesmo assim, temos visto crescer os coletivos de professores dentro das escolas. Coletivos que pensam seu trabalho, que planejam e realizam muitas coisas importantes com as crianças e jovens, que fazem o melhor que podem com as condições que tem. Que potencializam as condições que já conquistaram e lutam por melhores condições. Literalmente, vejo alguns professores e alguns coletivos de escola "tirando leite de pedra", já que as condições são todas para "dar tudo errado". E aí temos escolas com melhores condições que outras, em vários sentidos (materiais, de espaços físicos, de número de alunos por turma, de recursos humanos etc),como avaliar igualmente o trabalho destes professores? Eu pessoalmente não gosto das palavras "competente" ou "incompetente", porque como disse Paulo Freire "Ninguém conhece tudo, ninguém desconhece tudo", nós aprendemos e nos formamos juntos, no mundo. Somos todos capazes de aprender aquilo que queremos ou necessitamos, mas precisamos de condições para isso. Gosto mais da palavra COMPROMISSO, ela tem mais sentido para mim. Ela me remete à vontade, à busca, ao profissionalismo. Com as condições que temos, como podemos fazer o melhor? E compromisso é sempre consigo mesmo e com os OUTROs, com o colega professor ou gestor da escola, com as crianças e jovens, com suas famílias.Agora, nós que trabalhamos na escola pública temos que entre nós aprofundar esta discussão: em algum momento, em alguma condição, um professor/um OP/um diretor/um CP/supervisor/guarda/merendeira/seja lá quem for, deve ser “retirado” do seu local de trabalho porque não consegue ou não quer ensinar/desempenhar suas funções? Ou porque não respeita as crianças e jovens? Em alguma situação um professor/OP/CP/diretor/supervisor/guarda/merendeira ou seja lá quem for poderia perder o emprego na escola pública? Por qual motivo? Ou isso jamais deveria ocorrer porque não temos as condições ideais de trabalho? Sonia - Coordenadora Pedagógica - Naed Sul

"PROFESSORES DE CASTIGO"


“Professores de castigo” é o título da matéria da revista Época, de 21/02/2010, assinada por Camila Guimarães e que pode ser acessada em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI122910-15228,00-PROFESSORES+DE+CASTIGO.html. O tom já conhecemos, mas estão jogando cada vez mais pesado... De Nova York vem a solução para o problema da má qualidade da educação pública: os professores incompetentes são afastados das aulas e passam os dias confinados em salas vazias, algumas sem janelas, sem livros, mapas, sem acesso à internet ou celulares, vigiados por dois seguranças e dois supervisores da secretaria de educação. A punição estaria longe de ser ideal por ser onerosa. O ideal seria poder mandar embora os profissionais que hoje gozam de estabilidade. Mas outras benesses da gestão empresarial já estão em funcionamento: a secretaria de educação concede autonomia para os diretores para contratação, gerenciamento orçamentário, pagamento de salário maior para professores com melhor desempenho. Um contrato define metas orçamentárias e pedagógicas. Uma vez não cumpridas no prazo determinado o diretor é demitido e a escola fecha. 90 foram fechadas. A maioria dos diretores não agüentou e se aposentou ou pediu demissão. Os índices educacionais apresentados só revelam o sucesso da empreitada. Tudo isso pra dizer que direitos dos funcionários públicos e direito das crianças ao acesso à boa educação são incompatíveis. Daí o absurdo da oposição dos professores da rede pública estadual paulista à política meritocrática do governo Serra, na qual os resultados das avaliações de desempenho de alunos e dos profissionais definem a remuneração por bônus. Vejam só como os professores – classe que “não está acostumada a ser avaliada e cobrada”, que “não admitem que precisam de ajuda” – destas bandas andam mal acostumados: rejeitam o plano Serra que é mais suave que as salas de castigo. “Os professores que não ensinam são afastados, os que ensinam bem ganham bônus e são promovidos. Quem pode ser contra?”
Os porta vozes do projeto de mercantilização da educação estão em campo de batalha e têm ganhado espaço na construção de um senso comum em torno da desqualificação da escola pública e de seus profissionais. Nós, que defendemos uma educação pública para todos - educação concebida como formação humana ampla a serviço da construção de uma sociedade mais justa e igualitária – não podemos ficar acuados e isolados no cotidiano escolar. Mais do que nunca é hora de dar visibilidade aos difíceis desafios que vivemos na escola pública, mostrar as relações entre estes desafios e a negação de direitos mais ampla a que as camadas populares estão sujeitas, mostrar a precariedade das políticas públicas educacionais em nosso país, o desrespeito e a desvalorização profissional que vivemos como educadores. Mas é hora também de dar visibilidade ao nosso compromisso e ao trabalho bem feito junto aos alunos e à comunidade escolar. Mostrar que sabemos o que fazemos e que estamos abertos para rever e aprender sempre! Tempos difíceis estes nossos... Mais difíceis quanto mais perdermos o valor da luta e do trabalho coletivo!
Cláudio

sábado, 10 de abril de 2010

Adoniran Barbosa e Elis Regina

No bar, um encontro de Adoniran Barbosa e Elis Regina. Curta "Iracema", "Um samba no Bexiga" e "Saudosa maloca".

Adoniran Barbosa

O maior sambista brasileiro interpretando "Samba do Arnesto", um entre tantos clássicos da sua genialidade no samba.
Estão relacionados a este vídeo, vários outros. Dê um "click" e viva a obra do grande mestre.
Prof. Everaldo.



quinta-feira, 8 de abril de 2010

SERRA X EDUCAÇÃO


Parte dos professores da rede pública do Estado de São Paulo está em greve há 20 dias, em defesa de uma educação pública de qualidade.
Por acreditar que lutar contra os abusos do governo Serra e o descaso pela educação imposta pela presença do PSDB há quase duas décadas, no comando do Estado, a paralisação dos professores é a forma mais digna de dizer ao governo e tentar mostrar aos meios de comunicação e à população em geral que os professores não aguentam mais serem tratados como um lixo por esse governo e pela política educacional estadual imposta por ele e pelos seus antecessores que por aí estiveram pelos últimos 20 anos.
Com o dinheiro público o governo compra a mídia para veicular mentiras e falsas propagandas, tentando enganar mais uma vez a população, tentando convencer o público em geral que a educação está melhorando pelas boas ações de seu governo.
O governo mente descaradamente. Mente quando diz que há dois professores na sala de aula, mente quando diz que há laboratório nas escolas funcionando em todos os períodos, inclusive aos finais de semana, mente quando diz que em todas as escolas há bibliotecas funcionando, mente quando diz que os professores ganham 'Kits' de materiais para desenvolver seu trabalho, mente ao dizer que os professores ganham bônus de até R$ 15.000,00 anualmente pela sua dedicação à educação, mente quando diz que os professores têm acesso a cursos de capacitação de qualidade fornecido pelo estado, mente quando diz publicamente que a folha de pagamentos da secretaria cresceu entre 2005 e 2009 33%, ou seja, sua propaganda é mentirosa. Esse governo é um malfeitor para a educação pública do Estado de São Paulo.
Eu gostaria que esse governo falasse publicamente que o vale alimentação pago aos professores é de apenas R$ 4,00 e que esse valor é o mesmo desde o ano de 2000 e nem todos os professores recebem essa fortuna. Gostaria também que ele publicasse qual é o valor da hora-aula de um professor da rede estadual. Gostaria que ele publicasse o valor do salário de um professor por uma jornada de 24 horas semanal e que fizesse uma comparação com o salário pago em 2005.
Isso ele não tem coragem de mostrar porque tudo que ele e seus assessores dizem é mentira.
Em uma de suas falácias à imprensa recentemente o governo Serra tenta, mais uma vez, desqualificar os professores dizendo que o movimento grevista dos professores não significa nada.
O Serra desdenha os professores e tenta desqualificar seu movimento porque está incomodado, porque não gosta de ser criticado.
Esse governo vem acabando com a a educação pública porque não lhe interessa que a população seja crítica, seja instruída, tornando assim, cidadãos fáceis de se manipular.
Prof. Everaldo Rocha

terça-feira, 6 de abril de 2010

LI, GOSTEI E RECOMENDO




Estamos abrindo esta seção para divulgar os livros que temos na biblioteca de nossa escola e trocarmos figurinhas sobre nossas leituras. Aquela sala tem preciosidades que você nem acredita! Vale a pena conferir!
Não vá me dizer que você nunca leu um livro do Ricardo Azevedo! Pois não sabe o que está perdendo! Seus livros são recheados de contos, quadrinhas populares, ditados, adivinhas, poesias, histórias de amor e aventura, de rir e de botar medo, uma mais gostosa que a outra. Suas histórias são pra gente de todas as idades. Além de excelente desenhista, Ricardo Azevedo é um pesquisador da cultura popular brasileira. Recontando histórias da nossa tradição oral parece que o estamos ouvindo, assim, pertinho da gente, e quanto mais lemos mais ficamos presos na história, querendo saber o que vai acontecer. O que!? Você não gosta de ler e além do mais não tem tempo!? Dê uma olhadinha nos livros do Ricardo Azevedo, depois a gente conversa... Estes são alguns dos livros dele que temos em nossa biblioteca mas, procurando com calma, a gente acha outros... E quem for fisgado pelo autor e suas histórias pode conhecer mais através do seu site www.ricardoazevedo.com.br/. Valeu! Abraço a todos! Cláudio

segunda-feira, 5 de abril de 2010

100 ANOS DE ADONIRAN E NOEL II


Olá educadores da Escola do Guará,

Parabéns pelo trabalho, é importante dar oportunidade aos nossos jovens (e adultos...) para que conheçam a grande música brasileira, e a escola tem um papel importante nisso. Existe um pequeno livro introdutório da obra de Noel, escrito por Jorge Caldeira. É bem antigo, mas deve ter sido republicado. Chama-se, "Noel, de costas para o mar", coleção Encanto Radical, Brasiliense, 1982. É um dos melhores ensaios sobre o compositor.Procurem também o site daniellathompson.com. Trata-se de um excelente conjunto de textos sobre a história da música brasileira, dos anos 20 e 30. Nele, vocês encontrarão a transcrição de um famoso programa de rádio dos anos 1940/1950, chamado "No tempo de Noel Rosa", protagonizado por Almirante.Lembro também que a obra de Noel - original - foi toda recolhida e editada pelo pesquisador Omar Jubran. Deve ter na Fonoteca do Centro Cultural São Paulo.Para uma visão mais ampla, vejam meu livro "Síncope das Idéias - a questão da tradição na MPB", Fundação Perseu Abramo, 2007.No mais, envio-lhes os links de dois textos: um é encarte didático do livro sobre Noel Rosa publicado numa série didática da Editora Moderna.O outro é um texto sobre o debate historiográfico sobre o samba. Talvez seja um pouco pesado para os alunos, mas útil para vocês.

Desejo-lhes sucesso no projeto.

Atencisoamente,

terça-feira, 30 de março de 2010

A PESQUISA NA ESCOLA E OS USOS DAS TECNOLOGIAS IV

Olá, educadores do Guará,
Envio por ora alguns arquivos que acho interessantes para a discussão coletiva dos educadores na escola e uma sugestão de ferramenta de interatividade – tanto para vocês como para os estudantes.O google tem uma ferramenta interessante que se chama google sites.Todos os colaboradores podem postar imagens, textos, arquivos, e pode-se fazer um site aberto ou fechado apenas para os membros escolhidos.Acho que fica mais organizado que um blog, pois tem uma estrutura que você define, e ainda é bem flexível. No blog, as discussões vão ficando para o final da página.Para ver um exemplo, entre em
http://sites.google.com/site/pedagogiadaimagemcampinas
Acredito que trabalhar com as TIC é uma questão de utilizar uma ferramenta (sem excluir as tradicionais), mas de forma a poder desenvolver projetos (objetivos concretos a serem alcançados por estudantes e professores), que envolvam algum tipo de pesquisa (pode ser história oral do bairro, conhecimento do meio ambiente, ou outro tema qualquer, não necessariamente vinculado a disciplinas) e estimulando o posicionamento dos jovens/ adultos e o seu envolvimento e protagonismo na solução das questões abordadas/ problemas identificados por eles.Espero que continuem com este trabalho e esta investigação/ discussão coletiva na escola, que é muito importante. E, quando precisarem, entrem em contato... Estamos à disposição.Se quiserem publicar alguma coisa no nosso site, enviem um relato, fotos, etc... Ao grupo envolvido nessa pesquisa, parabéns pela iniciativa! É no desejo de investigação, na produção de conhecimento, no exercício da curiosidade que o(a) educador(a) avança para uma prática inovadora e se apossa do seu fazer, conquista sua autonomia, re-humaniza a educação. Vocês são um exemplo.
Abraços, Juliana Siqueira

domingo, 28 de março de 2010

100 ANOS DE ADONIRAN BARBOSA E NOEL ROSA






















Em nosso curso de educação de jovens e adultos (EJA) escolhemos o aniversário destes dois grandes compositores brasileiros como porta de entrada para organizarmos um projeto de trabalho que integre diferentes disciplinas. Por enquanto, estamos fazendo um estudo prévio, entre os educadores, para vislumbrarmos as possibilidades de trabalho junto aos alunos. Em nossa última reunião do grupo de trabalho de EJA a professora Kazuko já deu o pontapé inicial: focar a diversidade cultural que marca o perfil dos bairros paulistanos e cariocas. As músicas e as biografias de Noel e de Adoniran – e as várias janelas que abrem para compreendermos o contexto em que foram produzidas – nos dá possibilidades de articular objetivos que temos perseguido na EJA: trabalhar diferentes gêneros discursivos, explorar outras linguagens (como as artísticas), ter a realidade cotidiana dos alunos como referência importante para nossos estudos. Noel e Adoniran trazem, em muitas de suas músicas, crônicas do cotidiano das classes populares no Rio e em São Paulo na primeira metade do século passado. Tecer diálogos entre vivências urbanas de ontem e de hoje, sob a escuta sensível das canções, pode nos ajudar a compreender melhor como nossas experiências atuais se enredam em tantas outras, algumas delas só aparentemente afastadas no tempo. Estamos aceitando contribuições para a organização do projeto. Todas as indicações e sugestões serão muito bem vindas!

quinta-feira, 25 de março de 2010

A PESQUISA NA ESCOLA E OS USOS DAS TECNOLOGIAS III


Cláudio e demais amigos e amigas do Gaurá,
Acabei de ler o seu texto (duas vezes), os comentários da Ângela e da Lurdinha e o texto da Agremis, postado anteontem. Confesso que estou um pouco crú no tema. O que posso é fazer algumas considerações bem gerais. Vamos lá:1. O fato de eu estar ficando a par dessa discussão é fruto da utilização de uma TIC, no caso do blog da escola. Isso significa que as TICs podem ser uma ferramenta para nossas discussões pedagógicas. Por isso, o espaço virtual potencializa a comunicação. Já pensou a dificuldade que teríamos em articular todas essas reflexões/discussões no espaço real. No cotidiano reunirmos todos aqueles dispostos a fazer discussões como estas é impraticável. A disposição esbarra na disponibilidade. Por outro lado, sempre é preciso cautela, pois o fundamental da vida e da educação, pensada em uma perspectiva ampla ("formação continuada de seres sociais"), se dá e continuará se dando, fundamentalmente, no espaço real. Além do mais, é importante considerarmos que a utilização de TIC não é algo instantâneo, um trabalho invisível. Como tudo exige trabalho, organização de tempo, energia, aprendizagem...2. Não penso como a utilização das TICs pode prescindir de uma avaliação coletiva da comunidade escolar e de uma inserção planejada no Projeto Político Pedagógico da Escola. Acho que isso é fundamental, pois há muita confusão quando se cruzam discussões das potencialidades técnicas das TICs e dos problemas (políticos) da educação. Não é raro aqueles que procuram reduzir esses problemas a essas potencialidades. Precisamos fugir desse engôdo e continuar encarando os problemas da educação tais como aparecem: falta de financiamento, falta de valorização dos profissionais, falta de estrutura, falta de perspectiva para jovens, desvalorização social de uma postura coletiva, reflexiva e crítica em pró de uma postura individualista e consumista, dentre outros. 2a. Por outro lado, como "todo cambia" e não podemos e nem queremos nos esquivar das mudanças, a utilização das novas tecnologias de comunicação é um fenômeno social. E queremos uma Escola que se antene e se aproprie, sempre criticamente é claro, das novas possibilidades técnicas-informacionais abertas pelo desenvolvimento da humanidade. Há um campo a explorarmos nesse sentido, como você faz alusão nas suas reflexões.2b. Uma possibilidade que vejo é de pensarmos em projetos que constam nas nossas reflexões pedagógicas há tempos, que dificilmente conseguimos viabilizar e que essas novas tecnologias poderiam ser um novo impulso para isso. Dois exemplos que me vêm a mente são:- elaboração de um jornal da escola - o que pode ser facilitado pela elaboração de um jornal virtual, o que não exclui a possibilidade de vir a se tornar impresso- atividades relacionadas à imagens - trabalhamos fundamentalmente com o aprendizado via linguagem escrita, o que não podemos deixar de fazer e bem. Mas o trabalho com linguagens audiovisuais pode ser facilitado agora pelas TICs, o que compromete menos nosso tempo para preparar/executar atividades nesse sentido e acaba até complementando e reforçando o trabalho com a linguagem escrita a depender de como o trabalho for realizado. Na área de história pode ser dado qualquer assunto como, por exemplo, Revolução Industrial com fotos/pinturas/vídeos que abordem o tema. Grande abraço, Poti

quarta-feira, 24 de março de 2010

Síntese da felicidade

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma suspresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pesquisa na escola e os usos das tecnologias II






Cláudio e demais professores do Guará,
Esse tema tem ocupado cada vez mais o meu tempo.
Faço aqui apenas alguns "testemunhos" bem informais para vocês para ver se deles algo se aproveita. Uma coisa que me chamou a atenção no início do texto postado pelo Claudio foi:
"forma mais sofisticada de redigir textos, ou ainda, quando a Internet é vista como uma fonte mais rica pesquisa, pesquisa esta ainda entendida como reprodução de idéias alheias."
Sobre esses dois "modos", me vem logo à mente que, mesmo sendo duas interações já consideradas "tradicionais" dentro das TIC, nas quais não há "novidades" nem janela de ganho efetivo na educação, justamente nessas utilidades posso falar de duas ferramentas que mudam os próprios conceitos subjacentes que lhes deram origem. A primeira ferramenta é a da edição de textos on-line. Me lembro de ver uma das primeiras, o Writely, há não mais que 3 ou 4 anos atrás. Cheguei a testar, muito rapidamente e mesmo achando a ideia interessante, a coisa estava muito crua. Há uns dois anos o Google (sempre ele) comprou o Writely para integrar à sua própria suite de edição de textos online: GoogleDocs. Aliás, não apenas textos, mas também planilhas e apresentações. Agora são poucos os que não conhecem o termo "computação nas nuvens" para se referir à futurística volta ao passado de centralizar a computação em um lugar único e acessarmos essa computação a partir dos antigamente chamados de "terminais burros". Simplificando e exemplificando: eu e meus colegas mais chegados de laboratório iniciamos em 2009 o teste o GoogleDocs para escrever cerca de cinco artigos (e os textos auxiliares, como cartas aos editores e revisores) colaborativamente. A escrita colaborativa simultânea e reconciliável é para mim o dividendo mais importante dessa "computação nas nuvens" aplicada à edição de textos (e outros tipos de documentos também). Isso significou poder traduzir um texto, em um parágrafo abaixo, simultaneamente com o colega que escrevia esse parágrafo. Isso significou também trabalhar de modo realmente simultâneo com quatro pessoas ao mesmo tempo e em lugares diferentes e chegar a algo concreto sem gerar mil versões, sujeitas a erros e confusões, que teriam que ser processadas em sequência. E eles ainda estão aprimorando e adicionando novidades numa velocidade animadora. Agora imagine essa ferramenta sendo usada por uma turma, que vai ter que se organizar, criar uma etiqueta e códigos de sinalização no próprio texto para chegar numa produção coletiva, assenhoreada por todos. Maturidade pode ser um requisito, mas pode ser também um resultado dessa experiência. Outra coisa, mais "corriqueira" nessa ferramenta é vc e seus colegas também usá-la para darem acesso simultâneo (mas totalmente controlável) à produção de textos, "individual" ou coletiva. Essa tem sido nossa experiência e posso dizer que é marcante. Finalmente, se vocês tem um GMail, então já tem uma conta para começar a produzir seus textos com o GoogleDocs. A outra grande ferramenta, a qual eu não ainda não experimentei, mas queria muito, é a plataforma wiki. Estamos acostumados a ouvir "Wikipedia", sendo que muitos ainda torcem o nariz porque "como pode algo sem controle central dar certo?". A wikipedia é apenas uma aplicação da tecnologia wiki, que é aberta e livre. Essa tecnologia serve para, também de modo colaborativo, organizar conhecimento. Várias empresas hoje montam wikis internos e externos para organizar o saber corporativo a cerca do que fazem. Já vi projetos de livros didáticos no Brasil e no exterior montados sobre a plataforma wiki. E quanto à questão do controle, ele é possível sim, a questão é saber quando ele é desejável. Agora imagine uma turma organizando de modo "natural" o seu conhecimento coletivo sobre um assunto, uma disciplina, ou sobre tudo o que tem contato na escola de modo colaborativo. Novamente precisa de etiqueta, códigos e maturidade. Novamente essa maturidade pode ser um requisito ou um resultado da experiência. Sobre as wikis, a pesar de ficar babando, ainda não organizei qualquer conhecimento coletivo com elas. É algo que quero fazer com a minha pesquisa. Professores do Guará, essas crianças estão se "acostumando mal" a serem as protagonistas(1). Coisa melhor não há! Quando perceberem que esse protagonismo pode se estender quase que indefinidamente no seu espaço de atuação social (escola, trabalho, política), aí ninguém segura. O nosso papel é correr atrás e aprender para ensinar, e assim ver se aprendemos. Já pensou um mundo onde o conhecimento saísse rasgando barreiras e se democratizasse? Que pensamento poderoso.
Abraços,
Agremis
(1) Já perceberam que no orkut/facebook as crianças colocam milhões de fotos e nessas fotos, não raro, são como se fossem celebridades? E os outros acessam e conferem celebridade de fato a quem é visitado. O como se tivessem tomado (criado) um espaço midiático que era para poucos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pesquisa na escola e os usos das tecnologias



A vinda da Ângela do NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional) em nosso grupo de trabalho de educação e jovens e adultos e as conversas que tivemos sobre as possibilidades do uso das tecnologias na escola têm feito eu pensar sobre meu trabalho. Ângela falou-nos sobre os limites do uso do computador quando encarado como uma forma mais sofisticada de redigir textos, ou ainda, quando a Internet é vista como uma fonte mais rica pesquisa, pesquisa esta ainda entendida como reprodução de idéias alheias. Estes usos não explorariam, por exemplo, a interatividade, descortinada pela tecnologia de informação (TIC). A diversidade de formas de compartilhar conhecimentos possibilitada pelas TICs poderia contribuir no desenvolvimento de práticas pedagógicas mais ricas, nas quais os alunos assumiriam o papel de autores e várias linguagens poderiam ser articuladas. Estas indicações me fazem pensar nos limites do trabalho que tenho desenvolvido com meus alunos. Não digo que tenho tratado a pesquisa como reprodução. Costumo levar os alunos no laboratório de informática com questões problema e com sites indicados para buscarem pistas para respostas (ou mesmo para formularem novas perguntas). É certo que, por vezes, trata-se de uma simulação de investigação, pois ela está prevista para ser desenvolvida numa certa trajetória já vislumbrada por mim, professor, sem muitos espaços para outras procuras. Por vezes, as próprias questões de investigação parecem ser questões minhas e não dos alunos.
Por outro lado, olhando com atenção o desenrolar do trabalho percebo que, muitas vezes, as coisas se passam de modo mais complexo. Alguns alunos se apropriam das questões como suas e curiosidades novas ganham espaço. A diretividade na indicação do site parece representar uma seleção prévia necessária diante do difícil desafio de escolher textos mais ricos para a compreensão do tema em questão (parte de um trabalho mais amplo de formação dos alunos leitores que não pode deixar de ter como horizonte uma relação mais autônoma, crítica e imaginativa com os textos). Talvez o principal problema seja o excessivo controle (ou melhor, o desejo ou a ilusão de ter este controle) sobre os resultados e a pobreza da socialização dos mesmos, ou a inexistência desta socialização. Os processos de produção de conhecimento que podem ocorrer na escola talvez tenham nas TICs possibilidades de elaboração, compartilhamento e documentação inusitados. Processos que podem descortinar outros horizontes cognitivos, outras sensibilidades.
Quando o trabalho se desenvolve a partir de um caminho pré definido (questão fechada, site fechado, resposta pronta já esperada) a tendência é que as compreensões produzidas sejam mais limitadas. Mas se o planejamento prevê e almeja transgressões de um roteiro prévio, os resultados (e os processos) podem ficar mais ricos, mais antenados com a complexidade dos fenômenos investigados e com o próprio ato de conhecer. Na reunião com Ângela lembro-me da Giu problematizando uma possível idealização dos usos que os alunos mais jovens tem feito da Internet. Como o uso de jogos, de sites de relacionamento, o compartilhamento de músicas e imagens tem participado do desenvolvimento dos jovens, dos modos como eles vêem o mundo e a si mesmos? O que as formas escolares de conhecimento tem a aprender e a dialogar com estes modos de conhecer produzidos pelos alunos no contato com as TICs?
A fala da Ana Paula, quando avaliávamos a reunião com Ângela, também nos convida a continuar a prosa: avalia-se que, em grande medida, os usos dos recursos da informática pelos professores na escola ainda são muito restritos. Mas afinal quais seriam possibilidades concretas de práticas pedagógicas que exploram as potencialidades das tecnologias?
Estou pensando alto... pra pensarmos juntos...

domingo, 14 de março de 2010

Trabalho em Barão Geraldo - Perfil da área rural

Queridos alunos do 7 ano B e demais internautas,
Fuçando na internet achei um texto que apresenta uma pesquisa de duas pessoas da UNICAMP, Oseas Carmo Neves e Nilson Antonio M. Arraes, que estão investigando as transformações que estão ocorrendo na área rural de Barão Geraldo. O trecho que transcrevo abaixo nos ajuda na caracterização dos tipos de trabalho desenvolvidos em nosso distrito atualmente. Aí vai:
No distrito de Barão Geraldo identificou-se três grandes regiões rurais: 1.região nordeste: compreendida entre a rodovia Campinas Mogi Mirim e a estrada da Rhodia, possuindo atividades intensivas em pequenas áreas de produção hortifrutigranjeiros, atendendo ao mercado atacadista; atividades ligadas ao lazer, chácaras de aluguel, açudes para pescas esportivas e lazer e fazendas de médio porte (monocultura de café). 2.região noroeste: compreendida entre a rodovia D. Pedro e os arredores da estrada de Paulínia (região do bairro Real Parque e adjacências), possuindo atividades de hortifruticultura, onde na sua maioria as propriedades tem as maiores extensões de terra voltada para monocultura de açúcar (cana) e criação de animais. 3.região central: compreendida pelos arredores da estrada da Rhodia (região da fazenda Rio das Pedras), possuindo áreas localizadas às margens do ribeirão das pedras e próximo ao Jardim do Sol. Essas áreas são de poucas atividades agrícolas, na sua maioria área de pastagens e de criação de gado. Nessa breve e sintética caracterização, constatamos um conjunto significativo de propriedades rurais familiares que exercem suas atividades na agricultura, mas que, o dinamismo dessa última, esta diretamente ligada a incorporação de outras atividades, consideradas não-agrícolas, tem termos de geração de renda e dinamismo e otimização da própria ocupação dessas propriedades. Com isso, a pluriatividade dos agricultores é aqui percebida quando parte da família procura trabalho no comércio e nas indústrias da cidade de Campinas e região. É justamente essa somatória da renda dessas atividades (agrícola e não-agrícola), fora e dentro da propriedade, que mantém a família nessas propriedades rurais. Mesmo porque, acreditamos que as estratégias pluriativas desses moradores familiares vêm de encontro com o próprio desejo dos mesmos em permanecer nesses locais, isto porque, mesmo com todas essas dificuldades, o rural é ainda percebido como local de tranqüilidade e qualidade de vida, bem diferente dos bairros urbanos de uma cidade do porte de Campinas.